Estudo científico ANIBES analisa a ingestão e fontes alimentares de ferro

Foi elaborado o estudo científico ANIBES para analisar a ingestão e fontes alimentares de ferro. O estudo aponta que, em relação à idade, as maiores ingestões de ferro observaram-se nos adolescentes (11,4 mg/dia) e crianças (11,0 mg/dia) em comparação com adultos e idosos, que foram de 10,4 mg/dia e 10,2 mg/dia respetivamente

Os grupos de alimentos e bebidas com uma média de contribuição mais alta para a ingestão de ferro foram os cereais e derivados (27,4% em homens e 26,7% em mulheres), carne e derivados (22,7% em homens e 19,8% em mulheres) e o grupo de verduras e hortaliças (10,3% e 12,4% de ingestão de ferro em homens e mulheres respetivamente

O estudo concluiu que a zona centro do norte de Espanha e a zona noroeste apresentavam ingestões diárias de ferro superiores, enquanto a zona centro da península, as Ilhas Canárias e a zona sul tinham os consumos de ferro mais baixo.

Em Portugal e, de acordo com o mais recente relatório do IAN-AF, estima-se que quase 9% da popoulação esteja abaixo das necessidades médias de ferro.

Segundo o Professor Doutor Gregorio Varela-Moreiras, Presidente da Fundación Española de la Nutrición (FEN), Diretor do Grupo de Investigación en Nutrición y Ciencias de la Alimentación (CEUNUT) e Catedrático de Nutrición y Bromatología de la Universidad CEU San Pablo de Madrid “são muitos os fatores de alimentação que podem dificultar ou promover a absorção deste mineral, mas o mais importante é a necessidade sistémica de ferro: num estado de deficiência de ferro, este é mais absorvido, e é menos absorvido quando os depósitos do mineral estão completos”.
Em relação aos mecanismos de absorção, existem dois tipos de ferro dentro de uma alimentação normal: o ferro heme e o ferro não heme. O ferro heme é entre 2 a 6 vezes mais bio disponível na dieta do que o ferro não heme, “sendo o grupo da carne e seus derivados a fonte maioritária da alimentação. A este respeito também é importante ter em conta as diversas recomendações de saúde pública que aconselham a moderar a ingestão de carne e seus derivados. A respeito do ferro não heme, os cereais são a fonte maioritária seguido de vegetais, frutas e legumes, ainda que devamos ter em conta que a sua biodisponibilidade pode ver-se comprometida neste caso” continua o Prof. Doutor Varela-Moreiras.

 

 

 

 

 

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