CPPME assinalou os 32 anos

Confederação Portuguesa das Micro Pequenas e Médias Empresas  (CPPME) celebrou o 32º Aniversário do 1º Congresso Nacional de Pequenos e Médios Empresários. Dele saiu a decisão da criação duma Comissão Instaladora para a constituição duma Confederação de âmbito nacional.

Aproveitando este dia tão significativo para os Micro, Pequenos e Médios Empresários, o Presidente da Direcção da CPPME, João António Vicente, envia a todos a seguinte mensagem:

«Trazendo à memória o editorial, do Boletim que assinalava o trigésimo aniversário da CPPME, destacamos:

– 30 anos de vida, sempre e só, a resistir;

– 30 anos de vida, que coincidem com o período da mais desenfreada recuperação monopolista;

– 30 anos, sob a tutela das directrizes comunitárias, rumando para a destruição de uma economia assente na pequena unidade empresarial e – 30 anos, com a produção Nacional estiolando, e a soberania, a esvair-se para lá dos Pirineus.

Foram 30 anos de luta, pela defesa e salvaguarda do espaço que foi restando, às micro, pequenas e médias empresas.

Hoje, quando assinalamos os 32 anos, não deixamos de reconhecer e lamentar que os ventos que sopraram, abundantes benesses para alguns, durante os primeiros 30 anos, ainda que tenham amainado, continuam a soprar para os mesmos.

Mesmo que os ventos soprem, enganosamente, como brisa suave, e batam só “leve, levemente” a CPPME não pode nem deve deixar-se embalar pela palavra adocicada, daqueles que dizem que uma qualquer CIP, é apta para representar também, os interesses dos que lutam pela sobrevivência, exactamente, no espaço invadido e assolado pelo grande patronato.

Quando celebramos o trigésimo segundo aniversário da nossa Confederação, homenageamos os seus fundadores e todos os resistentes que trouxeram até hoje, com crescente robustez, a CPPME. Saudamos todos os Associados e prometemos intervenção sistemática, sem tréguas, junto das diferentes instâncias do Poder Central, sempre que sintamos necessidade de apresentar propostas e/ou de questionar iniciativas, parlamentares ou governamentais, susceptíveis de lesarem, ainda mais, as micro e pequenas empresas.

Votos de que este aniversário seja o início de um novo ciclo, em que reparar danos deixe de ser tarefa prioritária e, todos nós, comandados pelo sonho, caminhemos determinados até ao reconhecimento público de que as micro pequenas e médias empresas são o corpo e a alma da economia Portuguesa».

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