Floresta dos Açores ‘atrai cada vez mais investidores privados’

A Diretora Regional dos Recursos Florestais afirmou ontem, em Ponta Delgada, que a floresta nos Açores é alvo de uma gestão sustentável, certificada, e atrai cada vez mais investidores privados. “A nossa floresta é gerida de forma sustentável, com muito respeito pela biodiversidade”, pelos recursos naturais do solo e da água, afirmou Anabela Isidoro, em declarações à margem da assinatura de um contrato para corte, reflorestação e venda de madeira de criptoméria entre a Secretaria Regional da Agricultura e Florestas e a empresa Marques Britas, S.A., no valor de cerca de 156 mil euros.

O contrato agora assinado, que foi precedido de concurso público, prevê uma área de corte de 143 hectares e a imediata reflorestação e comercialização de 90% da madeira cortada, com o eco rótulo FSC, para fora do arquipélago.

Anabela Isidoro salientou que os 143 hectares abrangidos por este contrato estão localizados nos concelhos do Nordeste e da Ribeira Grande, no perímetro florestal de São Miguel, acrescentando que existe um cuidado dos serviços para que os cortes “nunca ocorram em áreas muito concentradas”, de forma a garantir que “os impactos nos recursos naturais sejam menores”.

A Diretora Regional anunciou que, ainda este ano, serão lançados novos concurso relativos a 350 hectares para explorar, arborizar e comercializar madeira durante cinco anos, de modo a perfazer os 100 hectares/ano com que o Governo Regional se havia comprometido.

Atualmente, já foram rearborizados nos Açores cerca de 43 hectares, existe uma área explorada de 62 hectares e o volume de madeira cortada atinge 38 mil metros cúbicos. A ‘criptoméria japónica’ é uma das espécies mais representativa da produção florestal do arquipélago, gerando anualmente um volume de negócios de cerca de 12 milhões de euros.

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