“TEJO” irá operar pela primeira vez no mediterrâneo central

O navio de patrulha costeira da Marinha, da classe “TEJO” irá pela primeira vez operar no mediterrâneo central integrado numa operação conjunta de salvamento de migrantes, coordenada pela agência europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira – FRONTEX. O patrulha “TEJO” é uma das unidades navais mais recentes da Marinha.

Outras informações:

O Estado português, através da Marinha em apoio ao SEF, disponibiliza mais uma vez capacidades humanas, técnicas e materiais numa operação internacional, liderada pela União Europeia, que tem por objetivo o controlo da migração irregular e outras formas de crime transnacional, em especial numa nova rota migratória que se verifica entre Itália e a Albânia. A bordo do “TEJO” seguirá um enfermeiro, uma equipa de cinco fuzileiros da Marinha, um inspetor do SEF, e em Itália está previsto o embarque de mais dois elementos, um da “Guardia Costiera” e outro da “Guarda di Finanza”.

O patrulha “TEJO” larga hoje, dia 14 de julho, rumo ao mediterrâneo e terá como base de operação o porto de Crotone, no Sul de Itália. Navegará igualmente na vizinhança dos portos de Bari e Messina. Estará na área de operações entre 22 de julho de 2017 a 8 de setembro de 2017.

A experiência até agora adquirida com o patrulha “TEJO”, comprova, embora num curto mas intenso período de atividade no mar, a validade do conceito de emprego operacional, pela agilidade, capacidade e fiabilidade demonstradas destes navios, após a ação de modernização levada a cabo nos estaleiros navais da Arsenal do Alfeite SA.

A navegar, com missões atribuídas desde dezembro de 2016, esta flexível plataforma já cumpriu missões na Região Autónoma da Madeira e na zona marítima do norte e centro do Continente.

A sua ação tem assegurado, entre outros, o apoio à Autoridade Marítima e a outros departamentos do Estado, com destaque no âmbito das operações e rendições da Policia Maritima, militarizados e vigilantes da Natureza nas Ilhas Selvagens e Desertas, o reforço da fiscalização marítima e o contributo para a resposta a situações de busca e salvamento marítimo.

Decorrente destes bem-sucedidos primeiros seis meses de atividade, a Marinha decidiu testar a sua capacidade de emprego numa inédita operação marítima fora de área.

Sobre o patrulha costeira da Marinha “TEJO”:

– é o primeiro de cinco navios da mesma classe, que se destina a operar junto a zonas costeiras em missões de vigilância, patrulha e defesa. Estes navios estão, após a ação de modernização levada a cabo nos estaleiros da Arsenal do Alfeite SA, essencialmente vocacionados para funções de segurança e autoridade do Estado no mar, cooperando sempre que necessário com outros departamentos do Estado com competências no mar. A classe de navios “Tejo”, guarnece o dispositivo naval padrão da Marinha na região Autónoma da Madeira, reforça a capacidade de resposta a situações de busca e salvamento marítimo, contribui para o esforço de fiscalização marítima e apoia os órgãos de proteção civil regionais em situações de emergência civil, de calamidade ou catástrofe naturais.

Sobre a agência FRONTEX:

– esta agencia europeia tem por missão prestar apoio na gestão das fronteiras externas aos países da União Europeia e aos países associados de Schengen, contribuindo para a harmonização dos controlos nas fronteiras da união. Esta agência facilita, ainda, a cooperação entre as autoridades de controlo das fronteiras de cada país da União Europeia, disponibilizando a assistência técnica e os conhecimentos específicos necessários em matéria de gestão das fronteiras externas. Esta agência coordena, para zonas nas fronteiras externas que careçam de assistência adicional, a mobilização de pessoal especializado e de equipamento técnico (aeronaves, unidades navais, navios e equipamento de controlo e vigilância das fronteiras).

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