10 espécies de pêro no Catálogo Nacional de Variedades de Espécies Frutícolas

Em 2017, passaram a constar do Catálogo Nacional de Variedades de Espécies Frutícolas, por iniciativa da Secretaria Regional de Agricultura e Pescas, através da Direção Regional de Agricultura, da Associação de Agricultores da Madeira e da Universidade da Madeira (estas duas últimas entidades no âmbito do projeto Germobanco) 10 variedades de macieiras/pereiros únicas na Madeira (Maçã Barral; Maçã Cara de Dama; Pêro Calhau; Pêro Domingos; Pêro Ponta do Pargo; Pêro Bico de Melro; Pêro Branco; Pêro da Festa; Pêro Focinho de Rato; Pêro Vime).

O registo neste Catálogo, que é o único reconhecido a nível da União Europeia, assegura a proteção e preservação de um riquíssimo património genético vegetal regional e, em paralelo, a criação de condições ao incremento da produção frutícola, bem como ao desenvolvimento de circuitos comerciais para as variedades tradicionais de fruteiras madeirenses.

Em 2017, as condições climáticas das principais zonas produtoras, ao contrário do que ocorreu em 2016, foram mais favoráveis à normal rebentação e vingamento das maçãs/peros, pelo que a Secretaria Regional de Agricultura e Pescas prevê uma retoma da produção para valores mais próximos dos registados na campanha de 2015, ou seja, entre as 2.450-2.500 toneladas, num acréscimo relativo que poderá ser da ordem dos 9,4% em relação ao ano passado. No concelho da Calheta esta situação terá um impacto ligeiramente menor devido aos incêndios registados em agosto do ano passado, onde arderam cerca de 10 hectares de área agrícola, correspondendo 6 hectares a pomares de macieiras/pereiros, cuja recuperação ainda não pode ser registada este ano. O Concelho da Calheta (depois de Santa Cruz e Santana) continua a ocupar o 3.º lugar quanto à maior área de macieiras/pereiros, e o 2.º lugar (só com Santa Cruz à frente) quanto ao maior número de explorações dedicadas à cultura, que são cerca de 370;

VARIAÇÕES EM 2016 COMPARATIVAMENTE A 2015

. A área dedicada à cultura das macieiras/pereiros manteve-se nos 158 hectares;

. O potencial produtivo dos pomares baixou, ligeiramente, de 2.453 toneladas para 2.286 toneladas (-6%) – Valor de quebra muito menor que o previsto inicialmente e que se situava na ordem dos 40% – em resultado de um inverno mais quente que o habitual, que não permitiu uma boa diferenciação floral da cultura, essencialmente no que se refere às variedades regionais, bem como à destruição causada pelos incêndios de agosto de 2016.

. Cerca de 25 a 30% da produção teve como destino a produção de sidra, e 70 a 75% para o consumo no estado fresco.

. A cotação média mais frequente das maçãs/peros regionais para consumo em fresco subiu cerca de 5,6%, passando de 1,44 €/Kg para 1,52 €/Kg – melhor valorização pelo mercado das variedades regionais.

. O valor global estimado para a produção decresceu cerca de 1,6% fruto da menor quantidade obtida, mas ainda assim representou cerca de 3.474.720,00 €, compensada pela melhor valorização unitária das maçãs/peros.

. Os agricultores adquiriram em 2016 4.530 macieiras/pereiros certificados aos viveiristas regionais, o que revela todo o interesse e dinâmica que esta fruteira (re)começa a ter entre nós.

. Lado a lado com o elemento anterior, é de referir que os Serviços da Direção Regional de Agricultura, realizaram 4.428 podas (quase o triplo das realizadas em 2015, quando este número não passou de 1.492), e 679 enxertias em pereiros/macieiras (cerca do dobro das realizadas em 2015, quando foram efetuadas, somente, 351). O número de agricultores apoiados foi de 42, quando em 2015 não passaram de 17, ou seja, foi mais do que duplicado o número de agricultores que obtiveram assistência técnica especializada.

. No Mercado Abastecedor dos Prazeres, foram processadas 26 toneladas de maçãs/peros (1.746 toneladas desde que entrou em atividade). O frio permite conservar por largo período (6 a 8 meses) as maçãs adequando melhor a oferta à procura.

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