ANSA/Orquestra Clássica da Madeira no Teatro Municipal Baltazar Dias

 

 

“É com Copland e Debussy que comemoramos o regresso do clarinetista Carlos Alves e do maestro Rui Pinheiro à nossa orquestra.

 

Carlos Alves, considerado internacionalmente como um dos destacados clarinetistas da sua geração, solista da Orquestra Sinfónica do Porto, Casa da Música, e o maestro Rui Pinheiro que colabora connosco regularmente, trazem-nos obras maiores da composição de Debussy e de Copland.

A exigente Rapsódia para Clarinete e Orquestra de Claude Debussy, foi escrita entre dezembro de 1909 e janeiro de 1910 e teve a sua primeira audição mundial como prova de exame no Conservatório de Paris em julho de 1910. Por sua vez, a segunda obra a apresentar por Carlos Alves, é o Concerto para Clarinete e Orquestra de Aaron Copland. Obra esta encomenda do afamado clarinetista Benny Goodman a Copland, nos finais da década de 40 do século XX, sendo a sua primeira interpretação pública acontecido em 1950. Também de Copland, a orquestra tem para oferecer ao nosso público a versão orquestral da suite “Appalachian Spring” e de Debussy, o Prelúdio “à l`après-midi d´un faune”.

De Debussy, o melhor que musicalmente se escrevia no início do Séc. XX no “velho continente” e de Copland, de meados do século, o melhor vindo do “novo continente”.

Para si, já este sábado, no Teatro Municipal Baltazar Dias. A não perder. Um momento de destaque da nossa programação. Ouça, observe, e sinta connosco. Esperamos por si. “

Os bilhetes custam entre 20€ e 5€ e estão disponíveis na bilheteira do Teatro Municipal Baltazar Dias.

PROGRAMA:

Copland e Debussy

Claude Debussy (1862-1918) – Prélude à l’àprès-midi d’un faune

Aaron Copland (1900-1990) – Concerto para Clarinete

Claude Debussy (1862-1918) – Rapsódia para Clarinete e orquestra

Aaron Copland (1900-1990) – Appalachian Spring (versão orquestral)

* Maestro Convidado * Rui Pinheiro*

É Maestro Titular da Orquestra Clássica do Sul desde Janeiro de 2015. Entre 2010 e 2012 foi Maestro.

Associado da Orquestra Sinfónica de Bournemouth (Reino Unido). Em Londres foi também Diretor Musical do Ensemble Serse, companhia de ópera barroca em instrumentos de época, e fundou o Ensemble Disquiet, dedicado à divulgação da música contemporânea portuguesa.

Em Portugal dirige regularmente a Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquestra Gulbenkian, Orquestra Nacional do Porto – Casa da Música, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Filarmonia das Beiras, Orquestra Clássica da Madeira e

Apresentou-se em festivais como os ‘Dias da Música’, ‘Festival ao Largo’, Prémio Jovens Músicos, Festival de Música de Leiria, de Almada e de Alcobaça – Cistermúsica.

Internacionalmente destacam-se ainda concertos com a Orquestra da Ópera Nacional de Gales, Orquestra Filarmonia ‘Oltenia’ e Filarmonica Ion Dumitrescu (Roménia), o Ensemble KNM Berlim (Alemanha) e participações nos festivais de Chischester, Vienna – City of Dreams da Orquestra Philharmonia e nos BBC Proms-Plus (Reino Unido).

Após a sua estreia operática no Teatro Nacional de São Carlos, com A Filha do Regimento de Donizetti (2014), dirigiu em 2015 Los Diamantes de la Corona de Barbieri, produção do Teatro de Zarzuela de Madrid.

Trabalhou com solistas como Artur Pizarro, Anabela Chaves, Carlos Guilherme, Julian Lloyd-Weber, Chloë Hanslip, Jennifer Pike, Peter Jablonsky, Miloš Karadagli e também Anouar Brahem, Adriana Calcanhoto, Gisela João, David Fonseca e Rodrigo Leão.

Gravou para a Numérica um CD com obras para piano de Victor Macedo Pinto e para a Deutsche Grammophon o álbum ‘Retiro’ de Rodrigo Leão com a Orquestra Gulbenkian, seguida de uma tournée pelos Coliseus de Porto e Lisboa (2015). Gravou também diversos concertos ao vivo para a RTP 2, RTP Madeira, RDP – Antena 2, BBC – Radio 3, TV Roménia.

Dirigiu estreias mundiais de compositores como Kenneth Hesketh, Alison Kay, Augusta Read Thomas, Stephen MacNeff, Pedro Faria Gomes, Luís Soldado, Luís Tinoco, Nuno Côrte-Real, Isabel Soveral, Clotilde Rosa entre outros, de quem. Trabalha regularmente o Grupo de Música Contemporânea de Lisboa. Em 2016 irá estrear a ópera 3 Mil Rios de Victor Gama com a Orquestra Gulbenkian.

Após os seus estudos musicais em Portugal (licenciatura em piano na ESMAE e Mestrado em Artes Musicais da Universidade Nova de Lisboa) e na Hungria (pós-graduação em piano e música de câmara na Academia Ferenc Liszt de Budapeste), obteve o Mestrado em Direcção de Orquestra no Royal College of Music de Londres. Estudou com Peter Stark, Robin O’Neill e frequentou masterclasses com Jorma Panula e Colin Metters. Fez preparação musical para os maestros Sir Roger Norrington, Esa-Pekka Salonen, Vladimir Jurowski, John Wilson entre outros.

*Solista Convidado * Carlos Alves* (Clarinetista Solista Orquestra Nacional do Porto)

Carlos Piçarra Alves é Solista – A na Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, Professor Principal de Clarinete e membro do Conselho Científico da Escola Superior de Artes Aplicadas de Castelo Branco. Foi Artista Convidado da Universidade do Estado do Arizona (EUA) em 2009 e 2010.

Foi também professor na Universidade Católica Portuguesa, na Escola Superior de Música de Lisboa, na Escola Superior de Música do Porto, no Conservatório Regional de Música de Castelo Branco, no Conservatório de Música de Coimbra, na Escola Profissional de Música da Covilhã e na Escola Profissional de Música do Porto.

Em 2012 foi-lhe atribuído o título de Especialista em Clarinete por unanimidade do júri em provas públicas.

Fez Bacharelato e DESE na ESMAE, na classe do Prof. António Saiote e Prix de Perfectionement á Unanimité du júri au Conservatoire Superior de Region de Versailhes na classe do Prof. Philipe Cuper (Super Solista da Ópera de Paris). Fez Master Class com Walter Boykens, Guy Deplus, Philipe Cuper, Guy Dangain, Michel Arringhon, Michel Collins e Paul Mayer.

Foi Director Artístico do Festival Internacional de Música de Paços de Brandão de 2009 a 2012.

Em 2013 foi nomeado para o Júri da Direção Geral das Artes na área da Música.

Foi Premiado nos mais importantes Concursos Nacionais, 1º Prémio no Prémio Jovens Músicos, 1º Prémio Juventude Musical Portuguesa e 1º Prémio no Concurso do Festival Internacional Costa Verde. Participou em dois concursos internacionais, sendo semi­-finalista no Concurso Internacional de Roma e Premiado no Concurso Aurelian Octav Popa na Roménia, abraçando, desde logo, uma intensa carreira solística e de música de câmara, que se expande internacionalmente por países como EUA, Rússia, Alemanha, Áustria, Holanda, Noruega, França, Itália, Espanha, Bélgica, Luxemburgo, Roménia, Macau, Brasil, etc.

Concertista de reconhecido mérito que atua frequentemente nas principais salas de concerto portuguesas.

Em Guimarães 2012 – Capital Europeia da Cultura, no ciclo Master Pieces, foi convidado a ser o solista da estreia mundial do Concerto para Clarinete e Orquestra de Mário Laginha.

Fez parte das Escolas da Orquestra Juvenil da Comunidade Europeia, colaborou com a Orquestra Gulbenkian e Regie Sinfonia do Porto.

Tocou a solo com a Orquestra Clássica do Porto, a Orquestra Sinfónica Portuguesa, a Orquestra Clássica da Madeira, a Orquestra Nacional do Porto, a Orquestra de Câmara Portuguesa, a Orquestra Sinfónica de Constanza na Roménia e a Orquestra J. Futura em Itália.

Nos seus trabalhos discográficos destaca-se a gravação para a EMI Classics do Concerto para Clarinete e Orquestra de Mozart com o Maestro Rui Massena e a Orquestra Clássica da Madeira. Gravou também as Integrais II para clarinete solo de João Pedro Oliveira, a convite do próprio compositor. Tem um CD que foi realizado com Caio Pagano, Daniel Rowland, Caterine Stryncx e Paulo Álvarez, com obras de Olivier Messiaen (Quarteto para o Fim dos Tempos) e Béla Bartok (Contrastes) para a etiqueta Numérica. No seu CD gravado nos EUA, Recital in the West (2010), na companhia do consagrado pianista Caio Pagano, a imprensa norte-americana encontrou a melhor interpretação da primeira sonata de Brahms: “Esta é sem dúvida a melhor versão da Sonata de Brahms que já ouvi. Carlos Alves extrai do clarinete um som belíssimo e soberbo, com um excelente sentido de frase musical ao longo de toda a obra” (Arizona Republic, Julho de 2010).

É membro fundador do Grupo Artclac Ensemble, juntamente com o acordeonista Paulo Jorge Ferreira.

Fez também incursões com o teatro, musicando ao vivo as Peças de Teatro Figurantes de Jacinto Lucas Pires e D. Juan de Molière, ambas com encenação de Ricardo Pais, no Teatro Nacional de S. João.

Destaca-se também a sua participação no espetáculo Sombras, em que Carlos Piçarra Alves participa, na companhia de artistas como, Ricardo Pais, Mario Laginha, Paulo Ribeiro, etc. Este espetáculo esteve em tourné por Lisboa, Porto, Viseu, Guimarães, Açores, Paris, São Paulo, Santos e Moscovo, tendo agendamentos futuros para o Porto e Rio de Janeiro.

Carlos Piçarra Alves é artista Buffet Crampton e é internacionalmente considerado um dos clarinetistas mais relevantes da sua geração.

 

 

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