Costa demite-se se a Lei dos professores for aprovada

O primeiro-ministro António Costa convocou para esta sexta-feira uma reunião com caráter de urgência, uma reunião extraordinária de coordenação política do Governo. A reunião teve lugar na residência oficial do primeiro-ministro, em São Bento. Em causa, a aprovação, no Parlamento, nesta quinta-feira, na especialidade para a recuperação integral do tempo de serviço dos professores, ou seja, os nove anos, quatro meses e dois dias reclamados pelos sindicatos.

Numa votação da comissão parlamentar de Educação e Ciência, os partidos, à exceção do PS, que votou contra, aprovaram uma nova redação do artigo 1.º do diploma. A negociação do restante tempo serviço terá efeitos até 2020, calendário aprovado com os votos favoráveis de PSD e CDS e a abstenção do BE e PCP.

A situação teceu um cenário de crise política. António Costa acabou de falar ao país e em declarações aos portugueses, António Costa afirmou: “Aprovámos um decreto lei que assegurou a recuperação de 70% do tempo”. Apontou que o “governo cumpriu todos os compromissos que assumiu com os portugueses”. Disse ainda, “garantimos o descongelamento de todos os trabalhadores e servidores do Estado”.

António Costa deixou bem claro que a votação final provocará uma “ruptura irreparável” E garante que, daqui a 15 dias, se a lei for aprovada na votação global no Parlamento, demite-se. E realçou que não está a “fazer chantagem”.

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