“É como andar num trapézio sem rede”

Os hospitais do País estão a preparar-se para a escalada do número de doentes em estado muito grave que vão ocupando as camas dos serviços de medicina intensiva, admitiu ao jornal «Público» o médico Gustavo Carona, intensivista no Hospital de Pedro Hispano, em Matosinhos.
“Temos de estar preparados para o impreparável”, disse o clínico, que tem vindo a ser confrontado com a “imprevisibilidade e a complexidade” da covid-19. “É como andar num trapézio sem rede.”
O Pedro Hispano, a exemplo de outros hospitais do País, “prepara-se para enfrentar a inevitável onda de casos que poderá levar ao colapso dos cuidados intensivos, à semelhança do que aconteceu em Itália e Espanha”, lê-se no jornal.
“Olhamos para o número de doentes com preocupação. Está a subir muito depressa”, justificou Taveira Gomes, administrador e director clínico do mesmo hospital, esperando que o aumento não atinja “um ritmo semelhante” ao daqueles dois países.
Segundo o «Publico», os dados oficiais sobre a pandemia em Portugal indicam que “o número de doentes com covid-19 internados em unidades de cuidados intensivos disparou nos últimos dias”. Em menos de três semanas, assinala o jornal, aumentou já mais de vinte vezes.

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