Albuquerque só fez diligências informais

Miguel Albuquerque assegura que só fez diligências informais para defender a continuação do Centro Internacional de Negócios da Madeira.

O presidente da Câmara Municipal do Funchal, Miguel Albuquerque, garantiu, esta tarde, que não foi mediador de nenhuma negociação com o Governo da República relactivamente à manutenção do Centro Internacional de Negócios da Madeira. Em declarações à margem da apresentação da 2ª fase da reorganização urbanística da Estrada Monumental o autarca funchalense explicou que apenas fez um conjunto de diligências informais, no âmbito dos contactos que possui, para chamar a atenção para a necessidade de salvaguardar a competitividade do Centro Internacional de Negócios da Madeira.

“Não tem nada de extraordinário eu fui contactado por vários profissionais do CINM e fiz um conjunto de diligências junto de pessoas que eu conheço, mas não fui mandatado por ninguém para os fazer”, assegurou o edil, acrescentando que só fez aquilo que sempre defendeu a continuação da praça financeira da Madeira.  

Albuquerque referiu ainda que o fundamental da questão é que a Região continue a auferir das receitas fiscais da Zona Franca. “Estas receitas fiscais são importantes para manter os serviços de saúde e educação e outros, e também para garantir um conjunto de empregos qualificados que existem neste momento”, advertiu.

O autarca afirmou que acha absurdo acabar-se com uma praça financeira que é do interesse nacional e regional defendendo que é fundamental manter as condições de atractividade dessa praça financeira, caso contrário, a Madeira dará de “mão beijada” as receitas fiscais a outros países concorrentes como a Holanda, Chipre, Malta e Luxemburgo.   

“Só tentei defender os interesses da Região, acho que tenho legitimidade para o fazer, e é algo que entendo que é muito importante para a nossa economia”, justificou o edil funchalense.

Miguel Albuquerque disse que se a questão é negociar com a Troika não será difícil porque não está em causa o aumento da despesa, mas “a manutenção das condições de atractividade de uma economia ultra-periférica que precisa garantir o aumento da receita fiscal para fazer face às medidas de austeridade.

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