Eliminação de feriados traz prejuízos para o turismo

A eliminação de feriados, e consequente eliminação dos fins-de-semana prolongados, vai ter consequências para o turismo.

A eliminação de alguns feriados, e consequente eliminação dos fins-de-semana prolongados, vai ter consequências para o sector turístico.

Rui Feiteira, director de operações do Hotel CS Madeira, explica que só nos meses de Verão registaram uma quebra de 48% nas reservas oriundas do mercado português.

Daí que, a avançar esta ideia do Governo, serão necessárias medidas alternativas para equilibrar o negócio. «Estimamos que, em 2012, tudo o que for Páscoa, fins-de-semana prolongados e Verão terá uma percentagem cada vez mais reduzida».

Ainda assim, apesar das quebras previstas, o CS Madeira não pondera rescisões de contratos ou cortes de maior amplitude. «Felizmente temos um bom contrato acordado com um operador turístico» e esperamos ganhar, também com as campanhas promocionais, «competitividade face a outros destinos.

Não esquecer que, em muitos casos, os grupos hoteleiros terão de assumir os aumentos dos impostos.

António Trindade, administrador do Grupo Porto Bay, analisa esta eliminação dos feriados de duas formas. Em termos das reservas poderá existir alguma quebra, maioritariamente do mercado nacional, por força dos cortes nos subsídios, mas a medida trará benefícios ao nível da produtividade.

«A hotelaria, que tinha de estar 365 dias por ano aberta, tinha um custo manifestamente acrescido com o peso dos feriados. Pelo que a eliminação dos feriados, aqui referidos, trará um ganho importante, numa altura que o sector turístico está a ser extremamente penalizado».

O hoteleiro explica que, contrariamente a outras unidades que vivem do mercado nacional, no Grupo Porto Bay aquele mercado representa apenas 1,4% das vendas. Por isso, apesar de perceptível um descréscimo da procura, não é nada de preocupante.

«É algo natural, ainda mais na actual conjuntura sócio-económica, e que exige uma conjugação de esforços para criar condições mais compensatórias para quem visita a Madeira, por exemplo na questão das acessibilidades».

A saber o Governo da República propôs aos parceiros sociais, bem como à Igreja, a eliminação dos seguintes feriados: 15 de agosto, dia do Corpo de Deus (feriado móvel), 5 de Outubro e 1 de Dezembro.

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