Autarca de Portimão: Discrepância nas taxas portuárias não faz sentido

Fim da ligação semanal do Naviera Armas tem também reflexos na economia de Portimão.

O fim da ligação semanal Portimão, Madeira e Canárias causou surpresa, não apenas aos madeirenses, mas também aos portimonenses. Manuel Luz, presidente da Câmara Municipal de Portimão, lamenta o fim da ligação da Naviera Armas.

«É uma má notícia para Portimão e para o Algarve. Não faz sentido haver uma discrepância tão grande na questão das taxas portuárias, sobretudo quando se trata de portos de um mesmo país”, disse, acrescentando que a tutela política da Madeira tinha uma palavra a dizer na «política de solidariedade entre a Madeira e o Algarve”.

Só em 2011, a título de exemplo, o ferry espanhol transportou mais de 22 mil passageiros, cerca de nove mil veículos ligeiros e 4.500 veículos pesados (carga rodada).

O autarca algarvio sublinha, em declarações ao Cidade Net, o sucesso registado nos últimos anos, com claros benefícios para a economia local, mais concretamente para o sector turístico. «Havia muitas pessoas que passavam cá os fins-de-semana. Vinham à sexta-feira e embarcavam no domingo para a Madeira».

A Câmara de Portimão informa ainda que no ofício recebido, a propósito da decisão do armador espanhol, não ficou no ar qualquer possibilidade de retomar a rota Portimão, Madeira e Canárias. “Apesar do contacto com o operador da Naviera Armas, não foi possível ultrapassar a questão financeira das taxas praticadas no Porto do Funchal”.

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