Denominação de origem para vinhos açorianos

“Biscoitos”, “Pico” e “Graciosa” são denominações de origem para vinhos brancos nos Açores.

As denominações de origem (DO) “Biscoitos” e “Pico”, na categoria de vinhos de qualidade e vinhos espumantes, e “Graciosa”, na categoria de vinhos licorosos e vinhos espumantes, foram hoje reconhecidas pelo Governo dos Açores.

Nos termos de uma Portaria da Secretaria Regional da Agricultura e Florestas, publicada nesta segunda-feira no Jornal Oficial, podem usufruir desta denominação de origem os vinhos brancos açorianos que, sendo produzidos em determinadas zonas das ilhas Terceira, Graciosa e Pico, satisfaçam também vários requisitos legais.

O diploma assinado por Noé Rodrigues proíbe a utilização em outros produtos vínicos de “nomes, marcas, termos, expressões ou símbolos suscetíveis de, pela sua similitude gráfica ou fonética” com os protegidos por esta Portaria, induzirem em confusão o consumidor, mesmo que precedidos dos termos “tipo”, “estilo” ou outros análogos.

As áreas de produção destas denominações de origem estão limitadas, no caso dos “Biscoitos”, à freguesia do mesmo nome, na ilha Terceira, em áreas de altitude igual ou inferior a 100 m, e, no caso do “Graciosa”, às quatro freguesias da ilha, em áreas de altitude igual ou inferior a 150 m.

A mesma Portaria determina igualmente que, para qualquer das zonas e denominações consideradas, as vinhas “deverão ser estremes e podem ser conduzidas no chão, em taça ou cordão”, e que as práticas culturais utilizadas nessas vinhas devem ser as tradicionais na Região Autónoma dos Açores ou as recomendadas pela Comissão Vitivinícola Regional dos Açores (CVR Açores), em ligação com os Serviços de Desenvolvimento Agrário.

Prevê também que esses vinhos “devem provir de vinhas com, pelo menos, quatro anos de enxertia e a sua elaboração, salvo em casos excecionais, a examinar pela CVRAçores, deve decorrer dentro da zona respetiva, em adegas inscritas e aprovadas para o efeito e que ficam sob o controlo da referida Comissão”.

Este diploma, que produz efeitos à campanha vitivinícola 2012/2013, estipula ainda que os vinhos licorosos só poderão ser engarrafados após estágio mínimo de 24 meses e os vinhos de qualidade após um estágio mínimo de seis meses.

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