“Não há muita indisciplina nas escolas”

A ideia foi defendida hoje pelo secretário da Educação que afirmou que há a tendência de tomar a parte pelo todo.

 

O secretário regional do Educação e Recursos Humanos, Jaime Freitas, defendeu hoje que não há muita indisciplina nas escolas.“Eu não tenho nada a perceção que o principal problema da escola seja a indisciplina o que tenho a perceção é que a escola onde estão crianças e jovens, numa altura em que estão na formação da sua personalidade e que têm as suas caraterísticas próprias. O que eu acho é que se toma muitas vezes a parte pelo todo”, salientou o governante, acrescentando que os registos que existem da indisciplina nas escolas são muito diminutos”, observou.

O secretário referiu ainda que a intervenção na escola em matéria de indisciplina tem de ser no sentido de “ajudar, de ter um atitude pedagógica de encontrar soluções para aqueles problemas identificados”. Ainda no âmbito da indisciplina nas escolas Jaime Freitas considerou que é necessário tomar uma posição frontal “contra aqueles que defendem que na escola deve vigorar um estatuto do aluno que seja uma espécie de código de processo penal, que atribua a determinados comportamentos uma pena e pensar-se que com isso está resolvido o problema”, sublinhou, advertindo que os problemas não se resolvem “quando são atirados para baixo do tapete”. Na opinião do governante é preciso encontrar outras metodologias e outros processos, “é preciso que a escola saiba dar a sua resposta em termos educativos para resolver esses problemas”, apontou. O responsável pela pasta da Educação falava na sessão de encerramento da conferência “Jovens num mundo globalizado: Que riscos?”, que decorreu na Escola Jaime Moniz e foi dirigida aos pais e encarregados de educação. A palestra foi promovida pela Associação de Pais e Educadores da Jaime Moniz e contou com a presença de diversos oradores que falaram sobre três grandes temas: Internet e Cidadania – A problemática das Redes Sociais; Saúde – Vícios e maus hábitos – questões alusivas à anorexia, bulimia e consumo de drogas e, por último, Da crise de valores aos valores em Crise e o papel da Educação. Nesta conferência foram oradores convidados o Conselheiro de Estado e professor catedrático Bagão Félix e Dom António Carrilho, bispo da diocese do Funchal.

 

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