Voluntariado de Proximidade quer chegar aos menos jovens [VÍDEO]

Formação para todos os interessados em ajudar idosos, pessoas isoladas e pessoas com mobilidade reduzida.

A Cáritas Diocesana do Funchal vai promover, em parceria com a Casa do Voluntário, o Projeto Voluntariado de Proximidade. A ideia é formar pessoas para ajudar idosos, pessoas isoladas e pessoas com mobilidade reduzida. A primeira ação de formação decorrerá de 13 a 20 de Abril.

José Manuel Barbeito, presidente da Cáritas, destacou a confidencialidade associada a todo o projeto social, de modo a que os envolvidos não se sintam inibidos, nem de participar, nem de aceitar a ajuda.

“Vamos através de um conjunto de várias entidades agilizar o funcionamento destes núcleos de operacionalidade da proximidade. A Casa do Voluntário, os Bombeiros ou o Banco de Tempo vão nos indicar, pouco a pouco, os casos detetados. Vamos dar-lhes algumas atividades de animação, sobretudo aquela parte afetiva”.

O responsável pela Cáritas do Funchal sublinhou que nos tempos que correm, de desemprego e de precariedade social, as famílias são parte preponderante da ajuda. Não pode existir, no seu entender, uma crise de valores, em que os pais ou os filhos são os primeiros a se descartar das responsabilidades.

Pedro Telhado Pereira, presidente da Casa do Voluntário, mostrou-se confiante neste projeto de voluntariado. Na freguesia da Camacha, por exemplo, contaram-se mais de 23 formandos. Sendo que nos locais onde o projeto de proximidade decorre denota-se grande felicidade nas pessoas abrangidas.

“O que nós estamos a tentar neste voluntariado de proximidade é voltarmos um pouco atrás no tempo, em que havia o apoio dos vizinhos”, recordou, acrescentando que naquela altura o Estado não era chamado a estas tarefas sociais e as pessoas confiam naqueles que lhe estavam mais próximos.

O Projeto Voluntariado de Proximidade, hoje apresentado, vai alargar o campo de ação para algumas Cáritas paroquiais de zonas rurais, tais como a freguesia da Camacha ou o concelho da Ponta do Sol. “Este tipo de voluntariado é um compromisso”, concluiu Pedro Telhado Pereira.

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