Homenagem ao Teatro em Ponta Delgada

A Câmara Municipal de Ponta Delgada quer fazer renascer o teatro popular no concelho.

Com o objectivo de que “as pessoas voltem a apreciar e a rir com esta forma de representar o nosso o dia-a-dia, o nosso quotidiano, a nossa tradição comum”.

Foi esta a intenção que a Presidente da Câmara Municipal, Berta Cabral, transmitiu após a assinatura, esta terça-feira, de um protocolo entre o município e a associação cultural e recreativa “Viagens no Tempo”. A cooperação entre as duas entidades vai por de pé um projeto de teatro popular que vai percorrer 20 freguesias do concelho, já a partir do verão, num projeto que é inédito e abrangente.

A parceria – assinada em pleno Dia Mundial do Teatro e que é, também, “uma homenagem aos que deram vida ao teatro popular em Ponta Delgada” – assenta no objetivo da promoção deste género de teatro “como património imaterial do concelho”.

O protocolo vem, assim, permitir a conceção e montagem de uma peça de teatro, num projeto que tem em vista a recuperação e a descentralização cultural e que, por isto, terá um carácter itinerante.

A peça a levar à cena tem como título “Deolinda Guegué e os seus Três Maridos”, com argumento e encenação de Armando Moreira, composição musical de Zeca Medeiros e cenografia de Leonardo Sousa, sendo interpretada por um grupo de 12 artistas de Ponta Delgada de que se destaca a versatilidade das gerações que integram o projeto: o ator José Maria Pacheco, com a sua popular personagem da “Tia Maria do Nordeste”, já com 25 anos de carreira, e o jovem Helder Medeiros, jogral dos Tunalhos e com um grupo de fãs nas novas gerações. Também os cantores André Jorge (que participou na “Operação Triunfo” da RTP) e Vânia Bilac abrilhantam o espetáculo, que tem ante-estreia marcada para a sexta-feira das Festas do Senhor Santo Cristo dos Milagres, na Festa do Emigrante.

O espetáculo, que se apresenta no Coliseu, a 11 de maio, tem um significado muito especial para a Presidente da Câmara, já que “será uma forma de reviver uma tradição, que tem de ser resgatada por todos os açorianos”, nos Açores e na Diáspora, tal como assinalou Berta Cabral.

Mas Berta Cabral não quer que este projeto seja um mero revivar da tradição, quer sim, que este projeto faça “recuperar o teatro popular que se foi perdendo no tempo, mas com as características dos dias de hoje”.

O projeto de recuperação e descentralização do Teatro Popular foi aprovado por deliberação camarária de 2 de março e será candidatado à comparticipação financeira da Abordagem LEADER do Programa PRORURAL.

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