‘UMAR quer erguer a sua voz’

A associação, fundada em 1976, quer voltar a ter um papel mais ativo na sociedade, uma vez que muitos direitos conquistados estão hoje em risco.

“Sentimos que é necessário voltarmos a intervir, voltarmos a ter mais atividade, porque nós mulheres fomos das mais beneficiadas com o 25 de Abril”, apontou Guida Vieira, esta tarde em conferência de imprensa junto à Assembleia Legislativa da Madeira, “local que melhor simboliza o 25 de Abril, a democracia e o pluralismo”.

A sócia-fundadora da UMAR (União de Mulheres Alternativa e Resposta) referiu, por exemplo, que após o 25 de Abril de 1974 as mulheres começaram a ter direito ao voto, ao trabalho generalizado com salário e a uma maior emancipação. “Com o 25 de Abril conquistamos direitos importantes, como os direitos da maternidade livre e responsável”, complementou.

Porém, Guia Vieira considera que os últimos governos têm tido uma política contrária, conduzindo a um retrocesso dos direitos que levaram muito tempo a conquistar. “Temos direito à universidade, temos direito a intervir, a sermos deputadas, a sermos sindicalistas, a sermos mulheres ativas. Não queremos ficar submissas em casa e queremos lutar pelos nossos direitos”, apontou.

“É necessário na Madeira, mais do que nunca, erguermos a nossa voz, darmos as mãos, lutarmos para que o 25 de Abril continue a mandar nas nossas vidas e não sejam os governos que governam contra nós e os buracos que cada dia se alargam mais e que vêm trazer mais austeridade àqueles que trabalham com honra e com dignidade”, acrescentou a dirigente da UMAR.

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