Sindicatos satisfeitos com manifestação do 1º de Maio

Sindicatos congratularam-se com a adesão a manifestação do 1º de Maio na Madeira. Meio milhar de pessoas participaram no protesto.

“Maio está na Rua!, “Trabalho sim, desemprego não!”, Quem luta sempre alcança, queremos a mudança!”, foram algumas das frases que se ouviram, esta tarde, na manifestação do 1º de Maio marcada pela União de Sindicatos da Madeira (USAM) e pela CGTP-IN.

Cerca de 500 pessoas participaram na manifestação entre o largo da Assembleia Legislativa da Madeira e o Jardim Municipal onde foram feitas os discursos dos sindicalistas.

O coordenador da USAM, Álvaro Silva, congratulou-se com a adesão a manifestação assim como Juan Carvalho, representante do conselho nacional da CGTP-IN, este último, frisou mesmo que este ano esteve mais gente do que no ano passado.“Penso que estamos de parabéns porque, neste momento, temos uma boa adesão das pessoas a esta manifestação. É lógico que, no momento, em que vivemos e olhando à gravidade da situação muitas mais pessoas poderiam estar aqui, mas comparando com anos anteriores temos uma excelente manifestação”, sublinhou, destacando que os números mostram que “estamos em crescendo e por este caminho os trabalhadores irão perceber que sem luta, sem vir para a rua não conseguimos alterar o rumo do país”.

Na sua mensagem aos “camaradas” presentes Juan Carvalho fez questão de frisar que “o caminho que o governo está a impor não é inevitável e que por isso sem luta não vamos mudar o país e as medidas que estão a ser adotadas”. Por isso, apelou a um grito de alerta, afirmando que “é possível mudar, é possível que este país tenha mais rendimento, que se distribua melhor a riqueza produzida e que se atenda mais a quem trabalha. É necessário mudar de políticas e de rumo”; considerou.

Já, Álvaro Silva, da USAM lembrou as empresas que mais têm contribuído para o aumento da precariedade laboral e para o crescimento tão elevado do desemprego na Madeira. Apesar da situação ser difícil o sindicalista acredita que é possível mudar e afirmou que a saída para a crise passa pela continuação da luta dos trabalhadores, pela resistência, persistência, diálogo e propostas alternativas. “A Madeira não está condenada a cair num buraco cada vez mais fundo, para isso temos de nos mobilizar e nos organizar nos sindicatos para que consigamos com a luta organizada, derrubar as políticas de direita e de retrocesso que nos estão a ser impostas”, transmitiu, acrescentando, que “o caminho é a luta e que os governantes não vão poder esconder para sempre as alternativas”.

De referir que alguns partidos da oposição estiveram nesta manifestação como o MPT, o BE, o PCP e o PTP.

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