“Esta geração deixa as infraestruturas necessárias construídas”

Ismael Fernandes falou sobre os condicionalismos criados pela República e rejeitou acusações.

O presidente da Câmara Municipal da Ribeira Brava, Ismael Fernandes, referiu hoje, durante a sessão solene do concelho, que os condicionalismos que hoje vivemos na Região Autónoma da Madeira foram causados, não pelo poder autonómico, mas pelas políticas erradas da República.

“O Município da Ribeira Brava está muito limitado financeiramente e não é admissível termos de pagar por atos de má gestão de outras entidades”, afirmou, acrescentando que os cortes às autarquias são uma “enorme injustiça”, sobretudo pela atuação que estas entidades desempenham junto da população.

Ismael Fernandes, que não se recandidata nas próximas eleições autárquicas, fez um balanço ao trabalho desenvolvido, também graças aos fluxos financeiros da União Europeia e à disponibilidade das entidades bancárias, e rejeitou as críticas a uma geração que tudo fez pelo desenvolvimento local e regional.

“É injusto rotular esta geração como aquela que deixou uma pesada herança para as gerações futuras. Chegou a hora de acabarmos com alguns conflitos geracionais que possam existir. Na atual situação de crise que atravessamos é tempo de unir e não de divergir. A Madeira e a Ribeira Brava precisam de todos para tirar a nossa terra da atual crise em que nos encontramos”.

A Ribeira Brava, tal como os restantes concelhos da Madeira, precisou de eleger prioridades de gestão. Mas, apesar de algumas obras terem sido adiadas para momento mais oportuno, outras infraestruturas vão ou estão já no terreno, conforme explicou o secretário regional do Plano e Finanças, Ventura Garcês.

Em breve será lançado o concurso para a regularização da Ribeira da Ribeira Brava, entre a Meia Légua e a Ameixieira e o concurso para a obra de canalização das Ribeiras do Caminho do Lombo dos Moleiras. Está em acabamento a nova ponte de acesso ao Sítio da Fajã da Ribeira e, na Tabua, as obras devem ir para o terreno a curto prazo.

Estas, como outras obras no âmbito da reconstrução após o 20 de Fevereiro de 2010, fazem parte dos compromissos assumidos pelo Governo Regional. “Nenhum destes projetos foi pensado de forma ligeira ou superficial. Trata-se de investimentos programados, com financiamento assegurado e com condições internas de liquidez”, concluiu o governante.

[fbshare type=”button”] [fblike style=”standard” showfaces=”false” width=”450″ verb=”like” font=”arial”]

Pin It on Pinterest