A construção de uma alternativa

Quase três anos após as últimas eleições autárquicas é justo considerar que Santa Cruz foi altamente defraudada pelas promessas eleitorais do PSD.
Habituei-me a ver, por exemplo em Gaula, a tentativa de encher o ?olho? dos cidadãos com promessas de estradas, imóveis e outros infra-estruturas: na altura praticamente irrealizáveis dada à situação financeira conhecida dos governantes detentores de responsáveis cargos públicos.
Quando o grupo de cidadãos eleitores ?Juntos Pelo Povo? se candidatou, pela primeira vez, aos órgãos de Santa Cruz fez crer à população da necessidade de uma política social sustentada na proximidade e na humildade democrática. E assim foi, porque além de ter ganho espaço de alternativa retirou, pela primeira vez, a maioria arrogante ao PSD.
Em Gaula, o grupo de cidadãos não prometeu obras materiais. Não fez promessas vãs na busca de uma confiança imediata, forjando a realidade por uma mentira que ocultava dívidas e jogadas.
Habituei-me a assistir, também, a discursos pesadamente teóricos, por parte de cidadãos do alto do trono de uma suposta cidadania, mas que tacteiam estratégias políticas enraizadas nos livros académicos, e que pouco ou nada servem a pluridiversidade dos valores do Povo. E será aí que residirá a distinção entre o ?teórico? e ?exequível?. O ?teórico? opina pela sua bagagem conceptual e livresca, o ?exequível?, adapta a teoria à realidade do espaço humanizado que coordena.
A alternativa não está na construção de folhetos informativos a apelar para a mudança. A alternativa está no ambiente térreo e no contacto humano com a população. 

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