Formação deve ser adequada às necessidades dos empregadores

Primeiro deve-se ouvir os empresários, para que os académicos possam realizar “um trabalho a montante”.

“As competências transcendem os conhecimentos propriamente ditos. As leis científicas são extremamente importantes, mas nada nos garante que as pessoas vão buscar essas leis e, com elas, resolver problemas”, disse o orador da conferência “Competências, Mercado de Trabalho e Empregabilidade”, que decorreu hoje na Universidade da Madeira.

Hélder Melim, da Universidade de Cádiz e autor de uma tese de doutoramento sobre as competências na área do turismo, deixou alguns reparos ao trabalho realizado ao nível da formação profissional, por entender que o ponto de partida devem ser as necessidades dos empregadores.

“Ninguém foi aos empresários e às associações empresariais perguntar aquilo que eles querem. Perguntar que profissional querem, para que nós, académicos, possamos realizar um trabalho a montante. Para que os alunos que saem das nossas instituições tenham o perfil adequado ao exercício de uma profissão em boas condições”

O orador quis com isto dizer que o saber, por si só, não soluciona nada, ao contrário daquilo que propõe o Ministério da Educação. No sector do turismo, considerado no estudo por ser a maior indústria regional e por garantir a maior empregabilidade, disse haver um longo caminho a percorrer.

“Há muito a fazer no campo da formação e na aquisição de competências. Só uma pequena porção dos trabalhadores que entrevistei, e questionários válidos foram 614, têm uma formação de base na hotelaria”. O caminho passa assim por adequar a formação às necessidades dos empregadores e, deste modo, garantir uma maior empregabilidade.

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