Tranche financeira pode estar a caminho

Jardim não afirma, mas diz que já esteve mais preocupado com a chegada do dinheiro, dando a entender que a primeira tranche pode vir a caminho da Região.

O presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim, afirmou esta tarde que já esteve “mais preocupado” com o desbloqueamento da primeira “tranche financeira”, que o Estado ainda não enviou, referente ao Plano de Resgate Económico Financeiro que a Região assinou com o Governo da República.

À margem da abertura do Congresso Costa da Laurissilva, em São Vicente, o chefe do executivo regional respondeu assim às questões da comunicação social, “quando chegar o dinheiro vão saber. Quem têm a receber vai receber primeiro antes de dizer a vocês (jornalistas)”, apontou, acrescentando que os meios de comunicação social parecem estar mais preocupados do que ele, “a mim preocupa-me, mas vocês ainda parecem mais preocupados do que eu. E acrescento já não me preocupa tanto, já não me preocupa tanto, agora deduzam”, atirou dando a entender que o dinheiro pode estar a caminho da Região.

Já, no discurso de abertura do congresso o presidente do Governo Regional aproveitou para mandar alguns recados ao Estado Central a quem apelou para que seja mais regulador e interventivo e menos dependente dos poderes económicos financeiros. “A conceção que se tem de sociedade post-capitalista é uma sociedade em que vamos ter de manter intocáveis os direitos, liberdades e garantias individuais e em que vamos ter de conceber um maior poder regulador do Estado”, declarou, frisando que num futuro próximo “tem de haver um maior poder regulador do Estado. E tem de ser mantido o poder político vigilante, regulador, autoridade sobre o sistema financeiro”, vincou.

Jardim defendeu ainda que a manutenção do Estado Social deve ser assegurada “tanto quanto possível”.

Sobre o Congresso Costa da Laurissilva o chefe do executivo elogiou o trabalho que tem sido feito pelas câmaras de São Vicente, Porto Moniz e Santana e pediu para que este continue assim porque o futuro passa “pelo encontro com as origens”.“É preciso agora que esta natureza que foi dada a estas populações não só seja protegida, mas seja bem pensada como instrumento que por um lado vai reforçar a vossa identidade, e que por outro lado vos vai trazer mais e melhores proventos económicos em dias melhores”, considerou. O Congresso Costa da Laurissilva decorre até ao próximo domingo na costa norte da ilha. Para o dia 10 de junho está agendado um passeio na Laurissilva (Fanal) a partir das 9h30, sendo que para as 15h00 está também programado um passeio de barco com saída no cais do Porto Moniz.  

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