Festival de Música com balanço positivo

O Ensemble Aurora encerrou com chave de ouro o XXXIII Festival de Música da Madeira.

A Igreja do Convento de Santa Clara recebeu ontem, pelas 18h00, o concerto de encerramento do XXXIII Festival de Música da Madeira, no qual o grupo italiano Ensemble Aurora interpretou peças de música barroca, num programa denominado “Corelli & Friends”, tendo o compositor Arcangelo Corelli como o elemento central e outros dois contemporâneos do mestre italiano do Barroco.

Com a Igreja de Santa Clara completamente cheia, não seria desejável um melhor final de festa para a 33ª edição do Festival de Música da Madeira, que ao longo de dez dias ofereceu ao púbico madeirense nove espetáculos de géneros e estilos diferentes, afirmando-se cada vez mais como um evento de referência junto do público apreciador de música que, para além de se ir fidelizando em cada ano que passa, continua a atrair gente nova para os locais onde decorrem os espetáculos.

Durante cerca de uma hora o belíssimo cenário da Igreja de Santa Clara enquadrou-se com perfeição com os sons melodiosos que o violino barroco, o violoncelo, o violino, o cravo, o órgão e a tiorba que os cinco elementos do Ensemble Aurora tocaram com mestria perante um público que se sentiu agradecido com tão belo espetáculo.

Após a execução das várias triosonatas de Arcangelo Corelli, da sinfonia a tre de Carlo Ambrogio Lonati, e da sinfonia a violino e violone de Alessandro Stradella, e depois dos intensos aplausos das duas centenas de pessoas que tiveram o privilégio de assistir ao concerto, Enrico Gatti, diretor do grupo, afirmou que “estamos felicíssimos de estar aqui, é a primeira vez que estamos nesta bela ilha e estamos encantados com tudo”.

Referindo-se ao local onde decorreu o espetáculo, o maestro do concerto e executante de violino barroco declarou que “esta igreja que é uma maravilha, muito bem preservada e com uma sonoridade fantástica e com um órgão histórico que é uma verdadeira joia, um órgão que ajuda muito bem o tipo de música que tocamos, é um fantástico órgão, muito bem preservado e a Madeira está de parabéns por ter pérolas como esta”.

A concluir Enrico Gatti referiu-se ao público como “sendo muito caloroso, apreciador e muito atento, tendo percebido perfeitamente a nossa mensagem, uma mensagem sem palavras mas transmitida através da língua universal que é a música e percebe-se que este público é fiel à música e por isso estamos muito felizes de ter participado e fechado este magnífico Festival”.

O XXXIII Festival de Música da Madeira, integrado no projeto-marca “Festivais Culturais da Madeira”, foi organizado pela Secretaria Regional do Turismo, Cultura e Transportes, através da Direção Regional dos Assuntos Culturais, cujo responsável, João Henrique Silva, não deixou de referir no final que “o balanço é positivo, basicamente em dois sentidos, no sentido em que realizamos uma iniciativa que já vai na sua 33ª edição e que tem vindo a consolidar-se enquanto projeto que qualifica a oferta cultural do Funchal e da Madeira e que, realizando esse objetivo de enriquecer a oferta cultural para residentes e para visitantes contribui também para a consolidação de públicos culturais”.

Neste aspeto, o diretor Regional dos Assuntos Culturais salientou que “o que temos notado ao longo deste últimos anos é que, de facto, o público do Festival de Música da Madeira tem vindo, de certa forma, a aumentar, isto é a consolidar, no sentido em que há um público certo, que aprecia e que tem lugar marcado nos concertos deste Festival, mas notamos também que de ano para ano vão crescendo novas franjas de público, algum público jovem ou pessoas que não eram tão recorrentes mas que vão aparecendo, se calhar trazidas por amigos”.

Perante a constatação desta evidência, João Henrique Silva refere que “nesse sentido, o Festival de Música da Madeira realiza os seus objetivos, que é qualificar a oferta cultural e contribuir para a formação e consolidação de públicos no Funchal”.

Quanto ao formato do Festival conclui que “este ano tivemos mais um programa diversificado, o que faz parte da identidade deste Festival, que não é temático, e que procura trazer concertos de vários géneros e épocas e que é, pelos vistos, do agrado geral do público, e por isso estamos satisfeitos e fazemos um balanço francamente positivo”.

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