Modernização do sector agrícola regional já dá frutos

A modernização do sector agrícola dos Açores tem constituído, nos últimos anos, o objetivo estratégico da política agrícola para a Região e já está a dar frutos a diversos níveis.

A ideia foi defendida ao fim da tarde desta quinta-feira, pelo Diretor Regional do Desenvolvimento Agrário, falando na inauguração da feira agrícola AGROTER, na Praia da Vitória.

Joaquim Pires exemplificou, precisamente, com os animais e produtos em exposição na AGROTER, o progresso assinalável que a política escolhida e o empenho dos agricultores e suas associações permitiram atingir.

Esta modernização tem assentado, sobretudo após 1997/98, nos vetores de infraestruturas de ordenamento agrário, incentivos à modernização das explorações, formação profissional agrária, capacitação das organizações e associações de agricultores, modernização e reestruturação da indústria de lacticínios-agroalimentar, reestruturação fundiária, com o aumento da dimensão média das explorações, evolução favorável do rendimento dos produtores e estímulo ao surgimento de uma nova geração de agricultores”, enumerou.

Segundo acrescentou o Diretor Regional, “a modernização do nosso sector agrícola nunca foi tão longe”, boa parte dela “pelo reforço na especialização da bovinicultura leiteira e de carne”, uma aposta que considerou justificada “pelas vantagens comparativas destes subsectores na Região e fundada nas circunstâncias de aproveitar ao máximo os Quadros Comunitários de Apoio no âmbito da União Europeia, em que era fundamental uma atividade produtiva com músculo e capacidade de expansão a fim de podermos maximizar, num mais curto espaço de tempo, os benefícios dos apoios comunitários, bem como de todo o processo que a integração europeia tem proporcionado”.

Joaquim Pires salientou, ainda, a evolução positiva na sanidade animal que permite, desde 2008, “exportar para toda a Europa genética animal – animais reprodutores e embriões -, com enorme mais-valia económica”.

O responsável pelo desenvolvimento agrário na Região adiantou alguns dados que provam o considerável salto positivo do sector, nomeadamente “um aumento de cerca de 50% na produção de leite em relação àquilo que se verificava há década e meia atrás, tendo-se comprovado, também, este fator como evidente indicador de modernização, pois o mesmo coincide com uma diminuição na Região de 41% no número de produtores, no mesmo período”.

O melhoramento genético, quer em bovinos de leite quer nos de carne, a par de melhor alimentação animal e uma duplicação em produção de silagens e conservação de forragens, favoreceram também “tal evolução extraordinariamente positiva”, sublinhou ainda.

O próprio valor na produção de carne, mais que duplicou, nos últimos 10 anos no que concerne aos abates; contudo, se nos referirmos à exportação do produto carne, o incremento foi superior a 400%, sendo de registar, que 87% daquilo que se produz, resultante destas duas atividades agropecuárias (do leite e da carne), é para exportação”, realçou Joaquim Pires.

O Diretor Regional destacou, também, o empenhamento dos produtores em todo este processo, bem como os factos de os Açores registarem “os mais altos índices de juventude na agricultura nacional, sendo estes jovens, também, os mais instruídos de todo o país, bem como serem os agricultores açorianos, de acordo com o INE, aqueles que alcançam os maiores níveis de produtividade por unidade de trabalho/ano em Portugal, com um valor praticamente duas vezes e meia superior à média nacional”.

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