Proteção Civil reforça “todos os dias a segurança dos açorianos”

O Governo dos Açores tem feito um grande esforço de investimento para que a Proteção Civil açoriana esteja dotada dos melhores equipamentos e infraestruturas e com recursos humanos com qualificação. 

Esta foi a mensagem transmitida hoje pelo Secretário Regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos, na sessão de abertura do curso —, que decorre em Ponta Delgada. José Contente realçou a importância deste curso, que foi ministrado nas ilhas Terceira, Faial e S. Miguel, em parceria com a Escola Superior de Saúde de Portalegre, visando reforçar as competências técnicas e humanas ao nível do acompanhamento psicológico a vítimas de situações traumáticas.

A formação contribui para que a ajuda psicossociológica possa ser prestada, em situações de emergência e catástrofe, com base em princípios científicos mas também com a experiência obtida no terreno. É crucial conseguirmos “normalizar, antes da reparação dos estragos e das infraestruturas, os estados de espírito, a alma e os traumas que ficam após os acidentes. Essa é a nossa prioridade, melhorarmos a qualidade do socorro, favorecendo a proximidade e conforto entre as pessoas envolvidas numa situação de catástrofe”, afirmou o governante.

José Contente relembrou diversas tragédias que presenciou enquanto responsável pelo serviço de Proteção Civil nos Açores – como o acidente da SATA em S. Jorge, sismos e derrocadas, como a da Ribeira Quente – e testemunha a importância de um acompanhamento psicológico que deve ser qualificado, firme e de empatia, prestado pelos agentes de proteção civil à população.

Por isso esta formação, sublinhou José Contente, “enquadra-se em todos os princípios assumidos pelo Governo dos Açores, que não se exime em apostar na formação e na qualificação dos nossos recursos humanos porque nós sabemos que é com pessoas mais bem preparadas, mais despertas para outro tipo de situações que não são as habituais, que melhoramos a qualidade do socorro prestado”.

O Secretário Regional destacou ainda o forte investimento público na Proteção Civil, desde logo na aquisição de novas viaturas, como ambulâncias, “tínhamos só 49 em 1995 e agora temos 102, mais do dobro do número de auto-tanques e viaturas de comando, apoio e transporte”; na formação e contratação de novos tripulantes de ambulâncias de socorro quando, que não tínhamos em 95 e hoje temos 84, com formação em suporte básico de vida e desfibrilhação automática de emergência”; além de quartéis bem equipamentos, com infraestruturas remodeladas e ampliadas, onde já foram investidos mais de 22 milhões de euros; e ainda uma excelente rede de comunicações, reconhecida a nível nacional.

Há aqui um investimento crescente que tem melhorado o sistema de segurança das nossas populações e traduz um reforço numa área que nós prezamos, sobretudo numa Região que tem um enquadramento sismo-vulcânico ou outro tipo de situações que impendem sobre o nosso território e que exigem aos agentes da Proteção Civil uma resposta qualificada”, rematou o governante.

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