Madeira ‘não recebeu um tostão de Lisboa’

Jardim acusou hoje a República de não investir na Madeira, frisando que o povo madeirense ‘fez tudo à sua custa’.

Alberto João Jardim aproveitou o seu discurso na 57ª Feira Agropecuária do Porto Moniz, que decorre este fim de semana no sítio da Santa, para explicar ao povo as razões que levaram a Região a contrair uma dívida de cerca de seis milhões de euros, a qual levou o Governo Regional a recorrer a um plano de ajustamento financeiro.

“Hoje quero-vos dizer olhos nos olhos que fiz o que devia ter feito e como político fiz na altura própria, senão hoje a Madeira não tinha nada e ainda estava pior que há 30 anos atrás”, vincou o presidente do Governo Regional.

O governante aproveitou para atacar a República, acusando esta de não investir na Madeira. “Desde o tempo da autonomia Lisboa não fez uma única obra na Madeira. Quando eles lá se põem a dizer que nós cá vivemos a custa deles é a maior mentira que ouvi nos últimos 30 anos. Os madeirenses pagaram tudo aquilo que se fez aqui na Madeira e aquilo que não pagaram estamos a dever, mas vamos pagar, por isso é que se fez o plano de ajustamento económico”, frisou.

Jardim acusou também Lisboa de querer controlar a Região. “A única coisa que Lisboa paga aqui na Madeira são as forças armadas, as várias polícias, Serviços de Estrangeiros, tribunais e a alfândega, isto é, só paga aquilo que nos está vigiando”, sublinhou.

O governante defendeu ainda que é necessário um novo regime político em Portugal. “Este regime político que pôs Portugal sob administração estrangeira quer agora endireitar o país. Eu não conheço na história nenhum caso em que um regime político que ‘rebentou’ com o país possa continuar e tenha a hipótese de recuperá-lo”, observou.

No final da sua intervenção, Alberto João Jardim apelou a todos os presentes para participarem na Festa da Herdade do Chão da Lagoa, que tem lugar dia 22 de julho. “De hoje a 15 dias no Chão da Lagoa vamos mostrar a força do povo madeirense, pois eles pensam que nós nos agachamos e que estamos fraquinhos”, concluiu.

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