Santa Cruz vive “um verdadeiro inferno”

Autarquia não consegue precisar o número de pessoas desalojadas. A vereadora Alexandra Gaspar diz que a situação é dramática.

“É uma situação dramática. Ainda não temos um balanço, porque ainda há muitas casas a arder, há muito mato a arder, mas há muitas pessoas a serem mobilizadas para o centro que criamos de apoio às pessoas. É uma questão agora de continuar a trabalhar e a lutar para acabar com isto o mais depressa possível”, diz Alexandra Gaspar, vereadora com o pelouro social na Câmara Municipal de Santa Cruz.

Ao longo de todo o dia, os incêndios propagaram-se em várias localidades do concelho, sendo que os casos de maior gravidade verificaram-se em Gaula e na Camacha. Apesar do empenho de todos os meios no terreno a situação está longe de estar normalizada. O vento está a trocar as voltas ao combate aos fogos.

Mais de uma centena de pessoas encontram-se no Pavilhão Gimnodesportivo de Santa Cruz, onde estão a receber apoio psicológico e outro que seja necessário, mas pelas ruas o sentimento é de tristeza. Há uma certa incredulidade.

Alexandra Gaspar adiantou que um dos problemas prendeu-se com o facto dos fogos decorrerem em zonas muito urbanas. Facto que veio dificultar o combate, pelas constrangimentos nas acessibilidades e pelo pânico que se gerou nas populações.

Em Santa Cruz, para além dos bombeiros municipais do concelho e do apoio dos meios do Aeroporto da Madeira, estão elementos dos bombeiros de Machico, Santana e Câmara de lobos Mas, conforme lamentou uma das moradoras nas zonas altas de Gaula, “os meios não são os suficientes. Ninguém se preocupa com as zonas de mato. As pessoas deviam ser penalizadas quando deixam acumular as coisas nos quintais”.

Grande parte do concelho de Santa Cruz verifica ainda problemas com a água e com falta de eletricidade. Em Gaula, por exemplo, contam-se dezenas de postes de eletricidade caídos.

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