Uvas em quantidade e em qualidade

Duarte Caldeira perspetiva que este ano haja uma boa produção de uvas, “principalmente a nível das castas menos boas” para o Vinho Madeira.

“Tudo indica que, se o tempo continuar assim, vamos ter muita quantidade, mas também alguma qualidade em termos de produção de uvas. Eu por exemplo, lá por volta do dia 15 de agosto, vou dar uma volta pelas minhas vinhas. Se encontrar parreiras com uvas a mais vou cortá-las e deitá-las no chão para não prejudicar as restantes uvas”, salientou o engenheiro agrónomo e produtor de vinhos.

Porém, “parece-me que em termos das castas tradicionais haverá uma produção menor, nomeadamente a nível do Sercial. Em relação às outras que querem incluir também nas castas nobres, mas não tradicionais, como é o caso da Tinta Negra, parece-me que há uma super produção”, complementou.

Duarte Caldeira considera, ainda, que o facto do presidente do Governo Regional ter anunciado, na passada terça-feira, que o escoamento das castas nobres estava garantido é importante para o agricultor, pois é um reconhecimento “do seu esforço ao longo do ano”.

No entanto, o produtor vitivinícola entende que é também fundamental fazer-se uma “campanha de instrução” junto do agricultor. “Esta campanha deveria caminhar no sentido da produção ser menor por hectare, mas com muita mais qualidade. Seria também importante ‘educar’ os produtores do Vinho Madeira para pagarem melhor à qualidade, pois baseado só no grau não é suficiente. Como se sabe, o grau mínimo aqui na Madeira é o mesmo que em toda a Europa (9 graus), o que nem sempre vai proporcionar vinhos de grande qualidade”, frisou.

Questionado se as indemnizações que o Governo Regional prometeu pagar em 2011, por causa da “praga da podridão” e da “praga do mirtílio”, chegaram a ser pagas, Duarte Caldeira referiu que não tem conhecimento, transmitindo que “não se candidatou” aos referidos apoios. “Não me candidatei aos apoios porque acho que é sempre possível prevenir este tipo de doenças. E se houve um erro da parte do produtor de não prevenir as suas vinhas contra essas pragas ele é que deve assumir as consequências”, defendeu.

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