Dívida da Saúde por definir

O Presidente do Governo dos Açores confia que o Governo da República não vai reter verbas da Região para liquidar uma alegada dívida na saúde.

“Eu acho que isso provavelmente não acontecerá”, afirmou Carlos César hoje em declarações aos jornalistas, recordando que o Primeiro-Ministro admitiu que os valores ainda não estão definidos.

“Independentemente da divergência que nós temos com o Governo da República ao entendermos que isso não se trata de uma divida do Serviço Regional de Saúde ao Serviço Nacional de Saúde mas de uma obrigação do Serviço Nacional de Saúde, no último encontro que tive com o Senhor Primeiro-Ministro nós discutimos essa matéria que nos opõe”, acrescentou.

“O próprio Primeiro-Ministro reconheceu que o valor que é atribuído a essa alegada divida não é correto, porque inclui cidadãos que vivem no continente apesar de terem nascido nos Açores e que são indevidamente enviadas essas faturas para a nossa Região, existem também situações em que os custos que são imputados são os custos reais e não custos que deveriam ser protocolados com a administração regional, como também não está contabilizado o custo dos cidadãos do continente que estando nos Açores recorrem ao nosso Serviço Regional de Saúde”, considerou Carlos César.

Por outro lado, o Presidente do Governo dos Açores sustenta que “mesmo que se colocasse a questão de essa divida ser considerada como tal o seu valor não estava ainda apurado e esse é um trabalho que, segundo o próprio Primeiro-Ministro me disse, tem de ser feito previamente, e em diálogo, para sabermos que solução vamos dar a este assunto”.

 

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