Ataques violentos contra imigrantes aumentaram na Alemanha

Foram 1400 os ataques violentos que, em 2015, na Alemanha, foram perpetuados por indivíduos de grupos de extrema direita contra imigrantes. Representou um aumento de 42% comparativamente ao registado no ano anterior, segundo referiu o relatório anual relativo ao processo da reunificação alemã, apresentado ontem por Iris Gleicke, comissária governamental para assuntos da Alemanha de Leste.

O muito significativo agravamento esteve associado à integração de um milhão de refugiados no país. Houve 75 atentados a centros de refugiados no ano passado, contra apenas 5 no ano anterior.

O problema é especialmente preocupante em cinco estados da antiga República Democrática Alemã (RDA): Brandenburgo, Mecklenburgo-Vorpommern, Saxónia, Saxónia-Anhalt e Thuringia. Os ataques ocorridos na Alemanha de leste foram, em termos proporcionais e tendo em conta o número de população, cerca de cinco vezes superiores aos ocorridos na zona ocidental do país.

Iris Gleicke frisou que a “xenofobia, o radicalismo de extrema-direita e a intolerância representam um grave ameaça social, mas também para o desenvolvimento económico dos novos estados”, uma vez que é um desincentivo para potencial imigração económica.

A comissária notou que apesar de “a larga maioria dos alemães de leste não serem xenófobos ou de extrema-direita”, tende a “fechar os olhos” perante este tipo de crimes.

Nós alemães de leste temos de pegar neste assunto e decidir se queremos proteger as nossas cidades e aldeias ou deixá-las neste pesadelo”, acrescentou.

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