Chineses desiludidos com «vistos gold»

Os investidores chineses que aplicaram dinheiro em Portugal no âmbito das Autorizações de Residência para Actividade de Investimento (ARI) queixam-se de atrasos na renovação do visto. O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) recusa que a demora supere um ano e garante que “até ao final deste ano as renovações estarão actualizadas.”

Os cidadãos chineses criticam os atrasos do SEF que vão desde meses a dois anos na renovação dessa autorização, dizendo-se “enganados.” A TSF refere que os detentores do “visto gold” devem vir a Portugal pelo menos sete dias por ano e que a ausência de renovação das autorizações de residência obrigam os chineses a pedir um visto normal.

O presidente da Liga dos Chineses em Portugal, Y Ping Chow, diz ter conhecimento de centenas de casos do género, lamentando o “esforço” feito pela comunidade chinesa para atrair estes cidadãos chineses para Portugal.

“O mínimo [de investimento para obter a ARI] era 500 mil euros, mas eu tenho amigos que gastaram 2 ou 3 milhões, além de grupos que investiram 10 ou 15 milhões”, afirma este responsável.

O SEF recusa que os atrasos superem um ano, como é invocado pelos cidadãos chineses, mas admite “algum atraso”. Essa demora obrigou a criar um grupo de trabalho para acelerar o processo e o SEF garante que “até ao final deste ano as renovações estarão actualizadas”.

Os investidores chineses lideram em número de autorizações emitidas e de investimento aplicado em Portugal no âmbito do programa de vistos «vistos gold». Desde a criação do programa em Outubro de 2012 e até 30 de Setembro passado, os cidadãos oriundos da China receberam 2.879 destes vistos, entre os 3.888 que foram emitidos.
O montante total captado – incluindo chineses e outras nacionalidades – foi de cerca de 2,37 mil milhões de euros, tendo sido a maior parte referente a compra de imóveis (2,14 mil milhões de euros) e 232 milhões por transferência de capital.

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