Marinhas treinam inativação de engenhos explosivos

O exercício internacional de Inativação de Engenhos Explosivos (IEE) MAGRE Portugal 2016, organizado pela primeira vez pela Marinha Portuguesa, decorre no período de 17 a 21 de outubro na Ilha da Culatra, no Algarve, e conta com a participação de cerca de 100 militares portugueses e espanhóis, num treino conjunto que visa testar as capacidades e interoperabilidade entra as forças IEE de ambos os países.

Este exercício, que incide sobre uma área muito sensível e de elevada perigosidade, conta com a participação de dois destacamentos de mergulhadores sapadores nacionais – o Destacamento de Mergulhadores Sapadores Nº1 (DMS1), especializado em inativação de engenhos explosivos convencionais e improvisados e o Destacamento de Mergulhadores Sapadores Nº3 (DMS3) especializado na vertente de Guerra de Minas. Ambos os destacamentos nacionais operam embarcados no navio hidrográfico D. Carlos I.

Participa ainda no exercício a Unidade de Mergulhadores (Buceadores) de Contramedidas de Minas (UBMCM) embarcada no navio da Armada Espanhola Las Palmas. Ambos os navios rumaram à área de exercícios da Ilha da Culatra onde anualmente são conduzidos os exercícios e a formação IEE dos mergulhadores nacionais.

As anteriores edições foram realizadas, alternadamente, sob a égide da Armada Espanhola e da Marinha Norte-americana, sendo conduzidos nas áreas de exercícios dos portos de Cartagena e de Rota, respetivamente, tendo os Destacamentos de Mergulhadores Sapadores portugueses participado em diversas edições.

Sendo a inativação de engenhos explosivos uma atividade multidisciplinar, o exercício MAGRE PRT 16 envolve unidades de diversas valências, tendo como principal objetivo o treino de inativação de engenhos convencionais e improvisados, em ambiente marítimo, abrangendo uma área de operações desde os 20 metros de profundidade até à linha de praia.

O exercício contou, na sua fase inicial, com o emprego de Veículos Submarinos Autónomos (AUVs) Gavia e Seacon do DMS3, equipamentos dotados de uma panóplia de sensores de última geração com capacidade para efetuar buscas submarinas em grandes áreas.

O exercício contou ainda com a participação de um helicóptero Allouette III da Força Aérea Portuguesa que, em apoio às unidades de mergulhadores, permitiu o treino de projeção e retração de mergulhadores.

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