Galp ganhou mais de mil milhões com venda de gás natural

Os ganhos obtidos pela Galp com os contratos de longo prazo de comercialização de gás natural, segundo a ERSE (Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos), foram de 1.158 milhões de euros entre 2010 e o final de 2016

A Galp, recorde-se, ficou com os contratos de fornecimento de gás natural a Portugal, celebrados nos anos 1990 com a Argélia e a Nigéria, e obrigavam a petrolífera a comprar uma quantidade mínima pré-definida de gás. Com a expansão da produção renovável, que deveria tornar muito caro o uso de centrais a carvão, houve uma queda acentuada do uso de centrais a gás natural, o que deixou a Galp com uma grande quantidade de gás que não conseguia escoar no mercado doméstico.

O problema acabou por se tornar uma grande oportunidade de negócio, uma vez que o excesso de gás coincidiu com a forte valorização do preço deste combustível no mercado internacional, sobretudo devido ao acidente de Fukushima, em 2011, que levou vários países como a Alemanha e o Japão a congelar a produção nuclear de electricidade e substitui-la por gás.

Foi assim que a Galp registou ganhos muito significativos com a venda do gás natural excedentário no mercado internacional, até 2014. Segundo estimativa do anterior Governo, a empresa terá obtido mais-valias de 300 a 400 milhões de euros com a venda do gás no mercado internacional a um preço muito superior ao que pagou aos fornecedores.

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