Parque Ecológico ‘começou a olhar para o futuro’

Teve início esta quinta-feira, no Parque Ecológico do Funchal, a 7ª edição da “Semana da Reflorestação Nacional”, que decorre, este ano, entre os dias 15 e 30 de novembro, em todo o país. A Câmara Municipal aderiu a este Movimento, denominado “Plantar Portugal” e, na cidade, os esforços vão-se centrar no Parque Ecológico que, como se sabe, foi bastante afetado pelos incêndios que deflagraram na cidade em agosto. Estima-se que cerca de 62% da área do Parque tenha sido consumida, com perdas devastadoras ao nível das ações de reflorestação desenvolvidas nos últimos anos.

O presidente da autarquia Paulo Cafôfo, ao lado da vice-presidente Idalina Perestrelo, que tem o pelouro do Ambiente, começou por louvar “os mais de 100 voluntários que farão parte desta iniciativa no Funchal”, destacando “este envolvimento da comunidade e, em especial, de muitos jovens, como se comprova aqui hoje”.

O edil sublinhou, ainda, que “perdemos no Verão dois terços do Parque Ecológico, mas que a Câmara Municipal já só olha para o futuro”, anunciando, de seguida, aquela que é a carteira de investimentos em curso. “No início do próximo ano, teremos 600 mil euros para investir em recuperação de caminhos. Acabámos de candidatar, igualmente, 1,7milhões€ ao PRODERAM, no âmbito de um programa extraordinário de reflorestação do Parque. Quanto a isto, esperamos honestamente que haja agilidade da parte do Governo Regional, via IDR, na atribuição destes fundos que vêm da União Europeia, para que possamos ter aqui, o mais rapidamente possível, a reflorestação no terreno. Já fizemos a nossa parte, que era preparar e candidatar, estamos a postos para executar, mas o Funchal precisa dessas verbas”, transmitiu.

Paulo Cafôfo revelou, igualmente, que “a Autarquia está a trabalhar de forma intensiva num novo Plano de Gestão Florestal.” Indicando que “já foram investidos em reflorestação, só no nosso mandato, cerca de 800mil€”, ficou o lamento de que “os incêndios tenham, mais uma vez, posto tudo isso em causa” e a certeza de qual deve ser o caminho a seguir: “o que estamos assumidamente a fazer agora é a repensar o reordenamento florestal do Parque. Vamos privilegiar as plantas endémicas, mas vamos inovar e garantir que será criada uma cintura de proteção de árvores capazes de conter as chamas, como é o caso das azinheiras ou dos castanheiros. No fim, o Funchal sairá mais forte”, concluiu.

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