14 mil pessoas já visitaram o MUDAS

Entre outubro de 2015, quando foi inaugurado, e outubro do corrente ano, o MUDAS – Museu de Arte Contemporânea da Madeira, recebeu cerca e 14 mil visitantes. Os números foram avançados ontem, ao final da tarde, por Eduardo Jesus, secretário regional da Economia, Turismo e Cultura, à margem da inauguração da mostra “Chão de Orações” de Daniel Melim.

Segundo avançou o governante, este número revela um aumento de 30% relativamente ao total de visitantes que o Museu de Arte Contemporânea tinha quando estava sedeado no Funchal. O que significa que “a descentralização é também um motivo de procura, de interesse”, disse.

Eduardo Jesus que enalteceu o trabalho exposto por Daniel Melim na Casa das Mudas, espaço que funciona como galeria de exposições temporárias do Museu, referiu que o local que “hoje funciona como um complemento muito importante ao MUDAS, é um sítio que nós pretendemos, com mostras temporárias, permitir que os artistas encontrem uma casa onde podem expor e comunicar através das suas expressões”.

E é um espaço que por isso deve ser valorizado, porque também reafirma o propósito da descentralização cultural. “Houve uma tendência muito forte, no passado, de centralizar o que era oferta cultural nos principais centros urbanos, mas depois contrariou-se e bem e, hoje, a Calheta tem aqui esta infraestrutura magnífica”, sublinhou.

Sobre a exposição inaugurada, Eduardo Jesus referiu ser um belíssimo trabalho de um jovem artista que só não nasceu na Madeira, mas que se considera madeirense porque aqui cresceu e começou a dar os primeiros passos na Arte e que agora, com a mostra no MUDAS, “nos empresta um pouco do seu ser e nesse empréstimo temos também a capacidade de crescer”, disse.

Daniel Melim aproveitou a ocasião para agradecer a todos aqueles que trabalharam para que aquele espaço exista e para que a sua exposição possa agora estar ali. “Qualquer pessoa que trabalha nesta área das artes, sabe que é um pouco difícil andar com isto para a frente e por isso é muito bom ser apoiado e muito bem apoiado”.

“Chão de Orações” reunindo um conjunto de vinte e cinco desenhos sobre papel, de vários formatos, estará patente até final de março de 2017. Nesta exposição, Daniel Melim procura colocar em discurso direto o desenho e os textos-orações presentes no catálogo da mostra, que funcionam como complemento aos desenhos expostos.

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