“Mapa laranja” aprovado por Bruxelas reforça posição geoestratégica da Madeira

Na última reunião do Comité de Regulamentação da Diretiva-Quadro “Estratégia Marinha” (DQEM), foi finalmente aprovado o Mapa com as regiões/subregiões da DQEM. Há um ano que esta decisão, conhecida esta semana pela Secretaria Regional do Ambiente e Recursos Naturais, era aguardada.

A subdivisão da plataforma continental estendida ficou incluída na subregião da Macaronésia. Quer isto dizer que a dimensão do mar português e a nossa posição geoestratégica ficam, a partir de agora, ainda mais visíveis, o que, certamente, nos permitirá consolidar a aplicação da DQEM a nível subregional, bem como influenciar decisões noutros palcos.

A Macaronésia passará a ser uma enorme região marinha, destacadamente a maior de toda a Europa, caracterizada pelos ambientes de profundidade. Tem como vantagens imediatas grande visibilidade e relevância geopolítica e geoestratégica ao nível da europa e do Atlântico Norte, e a possibilidade de concorrer a fundos para projetos e parcerias de relevância para o espaço macaronésico.

Há contudo desafios: o espaço macaronésico passa a ser mais apetecível e competitivo e é por isso fundamental assegurar capacidade e competência para estabelecer parcerias estratégicas. Esta a razão que leva a Secretária Regional do Ambiente e Recursos Naturais a lembrar que a Madeira “não só ganhará atratividade e oportunidades, mas também serão maiores os desafios”.

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