Facebook procura «agradar» a Pequim

A empresa Facebook tem investido na criação de uma ferramenta confidencial de restrição de conteúdos para operar na República Popular da China. A revelação é do jornal New York Times, segundo a qual a rede social tem vindo a desenvolver um software com o objectivo de bloquear posts em determinados países, como a China, um mercado de 1,4 mil milhões de pessoas.
Segundo o jornal, a rede social não seria responsável pela restrição dos conteúdos propriamente ditos, mas ofereceria o programa a uma entidade chinesa para supervisionar os tópicos, páginas e links, censurando e controlando os artigos apresentados aos utilizadores.

A alegada iniciativa surge como resposta a uma das preocupações do Governo de Pequim, para quem o fluxo de informação é responsável pela criação de instabilidade política, contrariando a estratégia de unidade interna.
“O mercado chinês é tão vasto e crítico para tantas empresas que todas procuram formas de entrar e estão dispostas a cumprir com as limitações na divulgação de informação”, explicou Carmen Chang, especialista em assuntos chineses e sócia da empresa de capital de risco New Enterprise Associates.

Os serviços online Likedin e Evernote também optaram por seguir a mesma estratégia.

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