Taxa de criminalidade diminuiu na Região

De acordo com dados disponibilizados pela Direção Regional de Estatística da Madeira (DREM), os anos entre 1998 e 2015 foram marcados pela redução do número de crimes registados pelas Autoridades Policiais, em média, 1,0% ao ano. Em 2015, fixou-se em 6,5 mil crimes, menos 1,5 mil que em 1998 (7,9 mil crimes), representando uma diminuição de 18,8%. Se compararmos com 2014 (6,3 mil), verificou-se um aumento de 2,4%, o que corresponde a mais 150 crimes.

“Os crimes com maior importância relativa no total de crimes registados – ‘crimes contra pessoas’ e ‘crimes contra o património’ – representavam em conjunto, em 2015, 72,5%, tendo ambos registado quebras face a 1998, de 17,3% e 39,4% respetivamente. Em relação ao ano transato, nestes 2 tipos de crime observaram-se evoluções em sentidos opostos: os primeiros cresceram 1,6% e os segundos foram reduzidos em 7,9%; em todos os restantes tipos de crimes, verificaram-se subidas, nomeadamente nos ‘crimes contra o Estado’ (+22,8%). Com a entrada em vigor da Lei que criminaliza os maus tratos contra animais, foram assinalados 69 casos de crimes desta natureza no ano 2015”, aponta a DREM.

Por município, praticamente metade dos crimes registados na RAM, em 2015, ocorreram no Funchal (3,0 mil crimes, 47,2% do total), seguido dos municípios contíguos, Câmara de Lobos (857 crimes, 13,3%) e Santa Cruz (690 crimes, 10,7%).

“Em 2015, a taxa de criminalidade – que corresponde ao rácio do número de crimes pela população residente (em milhares) – situou-se em 25,2‰, inferior à registada em 1998 (32,7‰), mas ligeiramente superior à indicada para 2014 (24,4‰). As taxas mais elevadas foram observadas nos ‘crimes contra o património’ (8,1‰) e nos ‘crimes contra a integridade física’ (7,2‰). Por município, a taxa mais baixa foi a da Calheta (15,2‰), sendo a mais elevada registada no Porto Moniz (38,9‰). Além deste município da costa norte da ilha da Madeira, também o Funchal (28,9‰), Machico (27,2‰), São Vicente (27,4‰) e Porto Santo (29,3‰) apresentaram rácios superiores à média regional”, revelam os dados do INE.

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