Domingues recusa ficar até à entrada de Macedo na CGD

António Domingues recusou ficar na presidência da Caixa Geral de Depósitos (CGD) “por mais uns dias”, até que o Banco Central Europeu (BCE) aprove o nome de Paulo Macedo para liderar o banco. Hoje, o Ministério das Finanças “confirma que António Domingues declinou o pedido feito para se manter em funções e, segundo a SIC Notícias, a recusa está relacionada com a necessidade de entregar ao Tribunal Constitucional uma nova declaração de rendimentos, actualizada e relativa a 2017, caso assumisse o cargo após 31 de Dezembro de 2016.

O agora ex-líder da CGD, que se demitiu a 25 de Novembro, defendeu na carta de recusa que não era possível assegurar as condições jurídicas para aceitar o prolongamento do mandato por mais um mês face ao final de Dezembro – data em que terminaria funções.

A gestão corrente da CGD deverá ser assegurada por quatro administradores da administração de António Domingues que vão continuar em funções, mas não haverá quórum para tomada de decisões quando está prestes a iniciar-se o processo de recapitalização do banco público, deverá começar esta semana, no 4 de Janeiro.

O Banco Central Europeu (BCE) já tinha na sua posse os novos nomes a 19 de Dezembro, mas as férias de Natal e Ano Novo atrasaram a decisão final. Os quatro administradores que se mantêm são Rui Vilar, João Tudela Martins, Tiago Ravara Marques e Pedro Leitão. O Ministério das Finanças garante que estes quatro administradores são plenamente capazes de assegurar uma transição normal.

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