Saxofonista no ponto mais alto de Portugal

Montanha Pico Festival apoia artistas a desenvolverem projetos na ilha, até ao ponto mais alto de Portugal. Guilherme Rodrigues já levou seu violoncelo até à cratera do Pico e apresentou uma peça original. Agora é a vez do saxofonista Luis Senra, de ter a experiência de improvisar uma peça, a mais de dois mil metros de altura.

O concerto improvisado convida audiências a aventurarem-se e subirem a montanha do Pico, no sábado 28 de janeiro. A empresa turística Épico, em parceria com a associação MiratecArts, lidera esta aventura para quem se deseja inscrever.

“Eis que chegas ao ponto mais alto de Portugal, ao topo de sua Majestade, a Montanha. O silêncio absoluto. O nada, o zero, um vácuo sonoro. De repente, a tua respiração, o teu batimento cardíaco, te parecem ser ensurdecedores. A sensação que te chega aos ouvidos, e ao resto do corpo, é incrível, um momento raro e único, e o sentimento é de paz e tranquilidade,” expressa o jovem músico, questionando “Como se pode representar musicalmente este silêncio? Como se pode, com som, traduzir o silêncio absoluto e o sentimento de quem o sente?” desafiando, assim, residentes e visitantes a acompanhá-lo pela montanha.

Luis Senra iniciou sua educação musical ainda em criança. Passando por clarinete e flauta transversal, só aos 17 anos de idade transitou para o saxofone. Com 18 anos, entrou no Conservatório de Ponta Delgada, mas foi no festival Jazzores’09, que descobre o seu fascínio pela música experimental e improvisação livre, já tendo participado em vários eventos de relevância como o Tremor PDL e uma digressão pelas cavidades lávicas visitáveis dos Açores.

Sobre a digressão “Entre Grutas e Algares” o artista diz que foi a aventura musical que o mais realizou enquanto artista e enquanto pessoa. “Percorrer cavidades lávicas visitáveis dos Açores, numa performance totalmente improvisada, a vários metros de profundidade, que unificou o artista à natureza, as ilhas e as suas gentes, foi algo verdadeiramente incrível. É deveras inacreditável a qualidade acústica das nossas grutas, que faz o som ganhar vida e que, juntando os corações do público diversificado das diferentes ilhas, materializou sonhos, sentires e histórias.” Agora, aguardamos até ao ponto mais alto de Portugal.

A terceira edição do Montanha continua até ao final do mês

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