Governo empenhado na requalificação da Fortaleza de Peniche

O Governo está empenhado numa solução para a requalificação da Fortaleza de Peniche. À entrada da primeira reunião do grupo consultivo deste monumento, o Ministro da Cultura traçou os objetivos: «Procurar uma boa solução, que satisfaça o dever de memória na luta contra a ditadura».

Luís Filipe de Castro Mendes, não põe de parte a possibilidade do edificado ser parcialmente concessionado a privados, sem por em causa o dever de memória que o monumento tem na luta contra a ditadura: «A Fortaleza de Peniche não vai ser totalmente concessionada a privados, o que se vai fazer será estudado pelo grupo de trabalho criado para o efeito», disse o Ministro aos jornalistas, em Lisboa.

«Esse espaço de testemunho de memória terá de ser assinalado e consagrado num espaço museográfico e monumental», acrescentou.

A Fortaleza de Peniche foi uma das prisões do Estado Novo, de onde se conseguiram evadir diversos militantes, em 1960, num dos episódios mais marcantes do combate àquele regime ditatorial.

Questionado pelos jornalistas sobre se o Forte de Peniche poderá acolher um hotel, Luís Filipe de Castro Mendes afirmou aguardar as propostas do grupo consultivo: «Não vamos antecipar as conclusões a que o grupo de trabalho irá chegar».

«O que não haverá é uma unidade hoteleira que esconda ou menorize a dimensão monumental, mas não excluo à partida, nem unidades hoteleiras, nem de restauração, nem de apoio ao turismo. Há todo um conjunto de coisas que podem surgir», acrescentou.

O Ministro referiu que, apesar de este projeto ter sido retirado do programa Revive, «será trabalhada a sua revitalização numa articulação entre a dimensão monumental histórica e de testemunho, com a utilização do espaço público, não esquecendo a questão da sustentabilidade e rentabilização dos espaços».

A fortaleza e as muralhas de Peniche estão desde 1938 classificadas como monumento nacional.

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