Mais de metade dos automobilistas portugueses prefere comprar um veículo usado

Dos condutores portugueses que revelam intenção de adquirir uma viatura nos próximos dois anos, 55% afirmam que pretendem comprar um veículo usado. Segundo o estudo do Observador Cetelem, que faz uma análise do setor automóvel ao nível mundial, 51% dos automobilistas nacionais pensam gastar mais do que quando adquiriram o seu atual veículo, enquanto 40% referem mesmo que estariam dispostos a pagar uma quantia acima do razoável para adquirir um veículo de maior qualidade.

São os chineses (93%), os turcos (71%), os brasileiros (66%) e os polacos (62%) os mais predispostos a gastar mais para comprar um bom veículo. Curiosamente, são também os polacos que têm maior intenção de comprar um veículo usado (64%), seguidos pelos portugueses (55%), enquanto a média global se situa nos 33%. A escolha de veículos novos é especialmente evidente no caso dos chineses e dos japoneses, com 99% e 88% a preferirem esta opção, respetivamente.

Na opinião de 92% dos portugueses, a viatura é considerada cara, uma perspetiva que é partilhada pela esmagadora maioria dos condutores nos países incluídos no estudo.

«Um dos motivos que pode levar os portugueses a optar por automóveis em segunda mão é o preço dos que são vendidos novos, já que quase a totalidade dos condutores diz que estes são caros. Nos últimos cinco anos, o aumento dos preços médios dos veículos novos na Europa, ainda que com menor expressão em Espanha e Portugal devido à conjuntura económica, também pode levar os condutores optar pela compra em segunda mão» explica Pedro Ferreira, diretor da área automóvel do Cetelem.

As análises e previsões deste estudo foram realizadas em colaboração com a empresa de estudos e consultoria BIPE. Os inquéritos quantitativos aos consumidores foram conduzidos pela TNS Sofres, em junho de 2016, em quinze países – África do Sul, Alemanha, Bélgica, Brasil, China, Espanha, Estados Unidos da América, França, Itália, Japão, México, Polónia, Portugal, Reino Unido e Turquia. No total, foram inquiridos mais de 8.500 proprietários de automóveis.

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