Exoplanetas podem ganhar nomes através de concurso mundial

Os sete exoplanetas que orbitam a estrela Trappist-1, cuja descoberta foi anunciada na última quarta-feira pela NASA, estão para já identificados apenas com as letras b, c, d, e, f, g e h, mas podem ganhar nomes definitivos através de um concurso mundial. O secretário-geral da União Astronómica Internacional (UAI), o italiano Piero Benvenuti, disse na quinta-feira que a entidade estudará a hipótese de realizar uma competição global, com votação online aberta a qualquer pessoa, para escolher como os astros serão baptizados.

“Seguramente discutiremos sobre isso na reunião do comitê executivo da UAI, que será realizado em Maio, em Pune, na Índia”, declarou Benvenuti.

De acordo com o italiano, as sugestões seriam apresentadas por astrónomos profissionais ou amadores, entidades de pesquisa, associações culturais e ONGs, respeitando as normas para nomenclatura. Ou seja, serem reconhecidos universalmente e não gerarem controvérsias políticas, religiosas ou culturais.

“Eu, pessoalmente, escolheria nomes ligados a ideais de paz e fraternidade. Se esses planetas forem habitados, precisaremos de um belo cartão de visitas”, brincou o secretário-geral da UAI.

Dos sete planetas daTrappist-1, na constelação de Aquário, três estão na chamada “zona habitável”, área considerada ideal pelos cientistas para que haja água em estado líquido, condição essencial para a existência de vida como a conhecemos. Todos eles possuem tamanhos semelhantes ao da Terra.

De acordo com o presidente da Agência Espacial Italiana (ASI), Roberto Battiston, serão necessários de 10 a 15 anos para haver tecnologia capaz de observar com mais detalhe a atmosfera dos exoplanetas e dar mais consistência à possibilidade de eles possuírem água líquida.

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