Funchal – do modernismo ao contemporâneo na Francisco Franco

Funchal – do modernismo ao contemporâneo” é o tema da conferência que Rita Rodrigues, docente do Grupo de Artes Visuais da Escola Secundária Francisco Franco, destacada na Direção Regional da Cultura, e Emanuel Gaspar, professor do Grupo de História da Escola Básica e Secundária de Machico, destacado na Casa da Cultura de Santa Cruz – Quinta do Revoredo, proferem na segunda-feira, dia 8 de maio, pelas 10 horas, na Sala de Sessões da ‘Francisco Franco’.

Na sinopse da comunicação, Rita Rodrigues refere que fará uma “abordagem sistemática da escultura existente, em espaço público, privado ou museológico, no Arquipélago da Madeira, desde a influência modernista até ao presente, com as devidas referências às influências dos movimentos artísticos nacionais e internacionais, atendendo que a arte portuguesa desde a primeira década do século XX entrou em consonância com as vanguardas europeias.

A abertura da arte, e consequentemente da escultura, às novas experiências e linguagens plásticas, deve-se à contribuição dos bolseiros portugueses e suas vivências em grandes cidades europeias (Paris, Londres, Madrid) e mesmo Nova Iorque (EUA); da passagem de artistas estrangeiros por Portugal; das revistas e jornais com a publicação de literatura e crítica de arte; das exposições de artes plásticas; da reforma das Belas Artes (Academias); da criação da Sociedade Nacional de Belas Artes; da abertura de museus de arte contemporânea.”

Por sua vez, Emanuel Gaspar lembra que “desde o início do séc. XX os responsáveis políticos tiveram a preocupação de modernizar o Funchal, pois a cidade não se apresentava em condições de receber o constante afluxo de turistas do norte da Europa, com prementes exigências de mobilidade, de comodidade, de conforto e de salubridade.

Na primeira metade do século foram encomendados planos de melhoramentos e de urbanização aos melhores arquitetos nacionais, entre os quais o do moderno Carlos Ramos, mas que só vêm a ser levados à execução já na década de 40 com grande empenho do diligente presidente da Câmara Municipal do Funchal, Dr. Fernão de Ornelas.

Nos anos 40 e 50 trabalham para a cidade o primeiro urbanista português, Faria da Costa e o primeiro arquiteto paisagista português, Caldeira Cabral.

Já nos inícios dos anos 70 é elaborado o primeiro Plano Diretor da Cidade do Funchal, executado pelo respeitado e conceituado arquiteto Rafael Botelho que mapeia toda a cidade atribuindo várias valências às diversas zonas da cidade. Projeta o Bairro social da Nazaré dentro do conceito moderno da cidade jardim, funcional, racional e com preocupações de bem-estar habitacional.”

Integrada no plano anual de atividades, a iniciativa é dinamizada pelo Grupo disciplinar de Desenho e Oficina de Artes da Escola Francisco Franco.

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