FPF: “Futebolistas são as desportistas mais confiantes”

Um estudo da UEFA publicado ontem, envolvendo quatro mil adolescentes entre os 13 e os 17 anos, confirma que as raparigas que jogam futebol possuem níveis mais elevados de autoconfiança. Mais do que isso, a pesquisa prova que o futebol tem um impacto positivo na confiança das jovens muito superior a qualquer outro desporto.

A investigação do organismo que tutela o futebol europeu avaliou a influência do futebol na autoconfiança, na auto-estima e no bem estar das adolescentes, bem como nos sentimentos de pertença, na motivação e nas competências de vida, comparando esses resultados com os de outros desportos populares.

Os dados foram recolhidos em seis países: Dinamarca, Alemanha, Espanha, Polónia e Turquia.

Desde que a UEFA lançou o seu Programa de Desenvolvimento do Futebol Feminino em 2010, o jogo expandiu-se a todos os níveis em toda a Europa, com as 55 federações-membro a investirem cada vez mais mais em recursos e na melhoria das condições de trabalho para praticantes, técnicos, dirigentes e árbitros de futebol feminino.

No Verão de 2017, a fase final do Campeonato da Europa de futebol feminino vai ter um máximo histórico de 16 seleções, com Portugal a participar pela primeira vez.

A 1 de junho, a UEFA irá lançar a campanha Together #WePlayStrong, uma iniciativa inovadora que visa tornar o futebol no desporto mais praticado pelas raparigas em toda a Europa (até 2022).

Em Portugal, o Plano de Desenvolvimento Estratégico do futebol feminino lançado em 2013 pela Federação Portuguesa de Futebol começa a dar frutos, devido à criação de novas competições nacionais e à melhoria das condições de trabalho para praticantes e demais agentes desportivos ligados ao futebol feminino.

As presenças inéditas das seleções femininas em fases finais de Campeonatos da Europa são reflexo desse investimento da FPF. O crescimento do número de praticantes femininas também o é.

Em fevereiro de 2017, o organismo bateu o seu recorde absoluto de praticantes de futebol feminino federadas, com 4.062 jogadoras inscritas. Este número representa um crescimento na ordem dos 33 por cento, em relação a período homólogo da época anterior.

Os dados da FPF indicam, também, que o crescimento se faz sentir de forma vertiginosa nas camadas mais jovens. É que, no universo das praticantes inscritas, 3010 jogadoras estão em idade júnior [mais mil jogadoras que na época passada].

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