Governo da Guiné-Bissau suspende actividade da RTP, RDP e agência Lusa

O Governo da Guiné-Bissau anunciou hoje a suspensão da actividade da RTP, RDP e agência Lusa no país. Uma decisão avançada pelo ministro da Comunicação Social, que alega a caducidade do acordo de cooperação no âmbito da comunicação social entre Portugal e a Guiné-Bissau.

O executivo da Guiné-Bissau diz que o acordo caducou em Outubro e que as emissões no país ficam suspensas até que o Governo português aceda negociar um novo acordo. A suspensão das actividades, acrescentou o ministro da Comunicação Social, Víctor Pereira, não tem qualquer relação com os conteúdos que os três órgãos difundem mas salientou que Bissau considera que é necessário “revisitar e renegociar” as condições do acordo de cooperação, celebrado há 20 anos.

“Acho que 14 anos chegam. Não nos podemos dar ao luxo de ter aqui rádios piratas e televisões piratas. Temos de por as coisas nos devidos lugares”, afirmou. “Perante o insistente silêncio que para nós se traduz em manifesta falta de vontade política da parte portuguesa, no dia 1 de Junho de 2017, foi enviada com carácter de urgência, uma nova carta ao ministro da comunicação social de Portugal, onde não só se elencam os motivos da proposta de suspensão das actividades da RTP na Guiné-Bissau, como também se propõe a data limite de 30 de Junho para esse efeito.”
Em comunicado, a RTP diz que “lamenta profundamente a decisão de impedir os guineenses de acederem às emissões da RTP África e da RDP África.

“Estas emissões constituem há muito uma janela da Guiné-Bissau para o mundo; são também o lugar de encontro dos povos lusófonos onde, todos os dias, sabemos uns dos outros”, diz a empresa em comunicado. “A RTP formula votos de que esta decisão possa ser ultrapassada o mais brevemente possível.”

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