Governo dos Açores pretende trazer para a Região novas oportunidades de financiamento

O Secretário Regional Adjunto da Presidência para as Relações Externas manifestou hoje, em Ponta Delgada, o interesse do Governo dos Açores em trazer para a Região novas oportunidades de financiamento e novos programas comunitários de âmbito nacional, na sequência do trabalho que já começou a ser feito com alguns programas.

Rui Bettencourt, que falava na abertura da sessão ‘Oportunidades, desafios e perspetivas de financiamento no Horizonte 2020’, sublinhou ainda a disponibilidade em cooperar com o Governo da República nesse sentido, bem como a “vontade e a responsabilidade” do Governo Regional em acompanhar projetos e ajudar a estabelecer novas parcerias.

“Estamos atualmente num contexto muito interessante de viragem de época e da ideia que temos de desenvolvimento“, afirmou, realçando que “não há nenhum cenário possível para o desenvolvimento das regiões e territórios se não passarmos pela inovação”.

Na sua intervenção, salientou que “o desenvolvimento económico e social não se faz já pela dimensão das regiões e das empresas, ou pela capacidade das empresas produzirem mais, mas pela capacidade de inovação”, apelando, nesse sentido, a académicos, empresários e estudantes.

Neste contexto, o Secretário Regional considerou que um programa como o Horizonte 2020 é “um quadro excelente” e ideal para os Açores, por ser“ um programa estratégico, porque ponto de passagem obrigatório para o nosso desenvolvimento”.

Rui Bettencourt alertou, no entanto, para os cuidados a ter na montagem de projetos, por forma a que se caminhe “com grande força, competência e dinamismo” para o que se pretende após 2020.

O Secretário Regional disse ainda que este “novo paradigma” dá aos Açores novas oportunidades, sublinhando que “temos que estar conscientes que, daqui a 10, 15 ou 20 anos, o desenvolvimento dos Açores não poderá ser só de um setor de atividade, por mais forte que seja, porque estaremos em competitividade com imensas regiões”.

“Tudo isto nos coloca perante imensos desafios e perante uma responsabilidade enorme”, frisou o titular da pasta das Relações Externas, afirmando que “o facto de sermos pequenos não nos deve inibir de podermos inovar e sermos competitivos“.

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