FPF representada em seminário da FMH

O Seminário Futebol, Atividade Física e Saúde contou com representantes da Federação Portuguesa de Futebol. A sessão, que decorreu ontem, no Salão Nobre da Faculdade de Motricidade Humana de Lisboa, está integrada no curso de doutoramento em Motricidade Humana, especialidade de Atividade Física e Saúde.

Abordando o tema: “A prática de futebol em crianças e adolescentes: Impacto na saúde física e mental”, André Seabra, diretor da Portugal Football School, tentou mostrar que o futebol pode ser entendido como uma espécie de “fármaco” para os praticantes mais jovens: “A minha intervenção teve como principal propósito mostrar que o futebol na vertente recreativa, é uma estratégia eficaz na promoção da saúde e da qualidade de vida da criança e do adolescente”, considerou.

Em declarações ao fpf.pt, o diretor da Portugal Football School revelou ainda a forma como conduziu a palestra aos alunos de doutoramento: “Procurei mostrar um conjunto de investigações que a Universidade do Porto em parceria com a FPF e a UEFA têm, nestes últimos anos, levado a efeito, com o objetivo de perceber até que ponto o futebol pode ser considerado uma importante e efetiva estratégia de Saúde Pública na promoção de estilos de vida ativos e saudáveis na população infanto-juvenil”, acrescentou.

A intervenção de João Brito, fisiologista da Unidade de Saúde e Performance da FPF, foi subordinada ao tema: “Futebol de recreação: Exigências físicas e fisiológicas em diferentes formas de treino”, sendo que a sua grande preocupação foi mostrar “os efeitos da prática recreativa do futebol, em diferentes camadas da população”: “Procurei abordar os efeitos físicos e fisiológicos em adultos e em pessoas com determinado tipo de patologias e doenças não transmissíveis, como a obesidade, diabetes, hipertensão, cancro”, começou por dizer.

O fisiologista da USP da FPF também realçou a forma encontrada para passar a sua mensagem: “Procurei promover os estudos que têm sido divulgados nesta área. Ao longo dos últimos 7 ou 8 anos, tem começado a surgir alguma informação na literatura científica sobre os efeitos que o futebol pode ter na promoção da saúde para a população em geral”, assinalou.

Para além dos dois representantes da FPF, a sessão ainda contou com a participação de Pedro Teixeira, professor da FMH e diretor do programa nacional de promoção da ativiadade física do DGS, assim como de Marlene Nunes Silva, professora e investigadora da FMH.

Fonte: www.fpf.pt

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