Tragédia no Monte com responsabilidades por apurar

13 mortes confirmadas até à data e 52 feridos, alguns em estado ainda considerado grave, é o balanço do acidente que decorreu esta terça-feira, nos festejos de Nossa Senhora do Monte, com a queda de uma árvore de grande porte.

O pânico instalou-se no local, com pessoas a correr de um lado para o outro, a tentarem fugir. Pelas 12 horas, um grande estrondo do rebentamento de um foguete lançado apanhou algumas pessoas desprevenidas, que se encontravam junto à capela onde se colocam as velas a arder em homenagem à Santa Padroeira. Houve, inclusive, quem tivesse apontado que sentiu os bancos tremer. Numa questão de minutos outro grande estrondo criou um cenário de tragédia. A queda de um castanheiro, com cerca de 200 anos, ceifou a vida a 10 pessoas no local. Entre os mortos havia registo de crianças. Os meios de socorro foram ativados e mostraram rapidez no seu desempenho.

Uns choravam os entes falecidos, outros lamentavam o sucedido. Gerou-se um cenário de ajuda e solidariedade uns para com os outros. Assim como começavam a ser exigidas responsabilidades ao sucedido. Havendo “chamadas de atenção” de que já a autarquia já tinha sido alertada para esta situação de perigo. Ao que o autarca do Funchal, Paulo Cafôfo, explicou, em conferência de imprensa realizada pelas 19 horas, o castanheiro em questão em momento algum esteve sinalizado como árvore em perigo de queda. Esclareceu ainda que e momento algum deu entrada na CMF quaisquer reclamações ou queixas para proceder à limpeza, nem da Junta de Freguesia do Monte nem de cidadãos particulares. Afirmando que todos os pedidos entrados na autarquia do Funchal dizem respeito à limpeza de plátanos no Monte e não um carvalho, garantindo ainda que a árvore em  causa, que caiu, não estava amarrada em cabos. Paulo Cafôfo garantiu que assumirá as responsabilidades que se comprovarem pertencer à autarquia.

O carvalho que caiu estava localizado em terren0 privado, propriedade da Diocese do Funchal. Era um carvalho sobranceiro ao largo da Fonte.

O Presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque afirmou, em conferência realizada às 16:30H, que a prioridade não é apurar responsabilidades mas apoiar as famílias e os feridos desta tragédia na Madeira.

 

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