Mais pais pretendem manter os filhos no ensino privado

Em 2017 regista-se um aumento no número de pais com filhos no ensino privado que pretendem mantê-los nesse sistema educativo, 92% dos inquiridos asseguram ter essa pretensão. Face aos valores registados nos últimos anos, assiste-se a um forte aumento, pois, se há quatro anos 90% dos inquiridos asseguravam que iriam manter os filhos no ensino privado, nos três anos consequentes a percentagem nunca se aproximou desse valor: 82% em 2014; 70% em 2015; 77% em 2016.

De acordo com o Observador Regresso às Aulas 2017, pelo contrário, este ano apenas 4% dos pais inquiridos consideram a possibilidade de retirar os filhos do privado e colocá-los no ensino público. Motivos financeiros e qualidade do ensino público são as razões apresentadas para tal decisão, com expressões muito reduzidas. Quanto aos pais com filhos no ensino público, 99% pretendem mantê-los nesse sistema de ensino, valor similar ao registado em 2015 e 2016.

Refira-se, ainda, que entre os inquiridos que estudam, a esmagadora maioria encontra-se no ensino público, 88%, contra 12% no ensino privado, exatamente como no ano passado. Face a números registados em anos anteriores, cresce a percentagem de inquiridos que estudam no ensino privado – por exemplo, em 2014 esse número ficou-se pelos 6%, enquanto em 2015 não ultrapassou os 7%.

Para Pedro Camarinha, Diretor Distribuição do Cetelem, «a generalidade dos pais está satisfeita com o sistema de ensino onde tem os filhos. Após um período de maior instabilidade, fruto da crise económica que assolou o país e que teve reflexos no ensino privado, voltamos a um período de estabilização. Esta estabilidade é importante pois crescem as garantias de que os educandos não terão que deixar a escola que frequentam, o que obrigaria à adaptação a novos métodos, a novos professores e a novos colegas».

O Observador Cetelem Regresso às Aulas 2017 tem por base uma amostra representativa de 600 indivíduos residentes em Portugal Continental, de ambos os géneros e com idades compreendidas entre os 18 e os 65 anos. Estes foram entrevistados telefonicamente, com informação recolhida por intermédio de um questionário estruturado de perguntas fechadas. O trabalho de campo foi realizado pela empresa de estudos de mercado Nielsen, entre os dias 11 e 15 de maio, e um erro máximo de +4,0 para um intervalo de confiança de 95%.

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