Ações de sensibilização para prevenção e combate à violência doméstica e de género abrangeram 50 mil pessoas

A Secretária Regional da Solidariedade Social revelou sábado, em Ponta Delgada, que o Governo dos Açores promoveu no ano passado mais de meia centena de ações de sensibilização e informação para a prevenção e combate à violência doméstica e de género em todas as ilhas da Região, abrangendo mais de 50 mil pessoas.

“Em 2016, a Região realizou mais de meia centena ações de sensibilização, que abrangeram as nove ilhas e permitiram contar com a participação de mais de 50 mil participantes externos”, adiantou Andreia Cardoso na abertura do ciclo de conferências ‘Igualdade de Género: um desafio para a década’.

Na sua intervenção, a Secretária Regional salientou que “a abrangência e potencial impacto destas atividades é, de facto, muito grande”.

Andreia Cardoso destacou a importância de consolidar as estratégias já implementadas, mas, ao mesmo tempo, “continuar o trabalho de estudo e monitorização dos vários fenómenos e contextos, conhecidos e desconhecidos, com o intuito de apoiar a intervenção de proximidade e contribuir para o aprofundamento da investigação científica e a delineação de políticas melhor ajustadas às várias realidades”.

Nesse sentido, adiantou que, em função do alargamento do II Plano Regional de Prevenção e Combate à Violência Doméstica e de Género a públicos alvo não abrangidos pela primeira edição deste documento estratégico, estão a ser preparadas iniciativas dedicadas à comunidade LGBTI, que começarão pela formação dos técnicos que desenvolvem trabalho neste contexto.

Andreia Cardoso considerou “inegável” que a igualdade de género seja parte da solução de muitos dos desafios que as várias sociedades enfrentam atualmente, mas defendeu que esta “não é uma prenda para as mulheres, mas um direito fundamental”, tratando-se de “uma questão de direitos humanos, de democracia e de justiça”.

“A ponderação das questões relacionadas com a igualdade de género no desenho de quaisquer políticas, públicas e privadas, não só é sinal de maturidade, como torna as políticas mais eficazes”, frisou.

“É um pré-requisito para o desenvolvimento económico sustentável, assim como para o desenvolvimento do mercado de trabalho e do estado social”, salientou a titular da pasta da Solidariedade Social, alertando não ser possível almejar o desenvolvimento sem que primeiro se assista à “verdadeira” inclusão de toda a população.

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